Quando a precisão faz a diferença

* Do Jornal Zero Hora

Estudo feito na Metade Norte mostra que técnicas adequadas garantiram produtividade até duas vezes maior na seca de 2005

Basta falar em falta de chuva no Interior que a maioria dos agricultores lembra da seca de 2005. Os comparativos são inevitáveis. Os resultados, para alguns, nem tanto. Graças ao uso de tecnologia, muitos produtores driblaram o clima desfavorável e vão colher até o dobro da média prevista no Estado.

– A tecnologia faz diferença. Quem não acompanhá-la, vai sentir falta logo adiante – observa Luiz Gustavo Floss, consultor em agronegócio e professor de administração rural na Universidade de Passo Fundo (UPF).

Segundo o especialista, estudos feitos em municípios da Metade Norte em 2005 apontam que áreas bem manejadas tiveram até o dobro de produtividade do que lavouras com baixa tecnologia. Floss observa, ainda, que nas safras positivas a diferença até diminui, mas os resultados mais favoráveis justificam a aplicação de recursos.

– Muitas vezes, o investimento inicial é pouco e o resultado é muito melhor. Basta planejar bem – recomenda.

Se a salvadora irrigação ainda é sonho devido ao alto custo de implantação, o jeito é agir onde o custo-benefício é maior, recomendam técnicos. Especialistas observam que, muitas vezes, agricultores com solo precário investem em máquinas para transformar a lavoura. O resultado é elevado custo de produção e colheita insatisfatória.

– As máquinas são importantes para gerir e racionalizar a área. Mas sozinhas não garantem melhor produtividade – afirma José Fernando Schlosser, professor da UFSM.

Conscientizar o agricultor a planejar e não ser refém do clima é um dos desafios do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Para 2012, a meta é ampliar o número de instrutores no Interior para ensinar os produtores a extrair o máximo das tecnologias. Afinal, o primeiro passo da gestão de sucesso é estar preparado.

– Como a área é limitada, o foco deve ser aumentar a produtividade. E só vamos conseguir isso com bom uso da tecnologia – destaca João Augusto Araújo Telles, chefe da divisão técnica do Senar/RS.

*Autor: Leandro Becker, do Jornal Zero Hora

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