Projeto debate custos de produção e rentabilidade da silvicultura em MS

* Do G1

Silvicultura_G1

Projeto Campo Futuro debateu nesta segunda-feira (22), em Campo Grande, os custos de produção e a rentabilidade da silvicultura em Mato Grosso do Sul. A Iniciativa é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Famasul), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

O projeto alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de riscos de preços, de custos e de produção na propriedade rural, resultando na criação de painéis com informações oficiais sobre os municípios e estados. Estes painéis têm objetivo de levantar informações sobre os custos de produção e a viabilidade financeira das atividades produtivas desenvolvidas na propriedade rural, permitindo assim orientar produtores rurais sobre o gerenciamento de riscos no preço das culturas e utilização do seguro rural.

O painel foi coordenado pelo professor do Departamento de Engenharia Florestal da UFV e diretor geral da Sociedade de Investigações Florestais (SIF), Sebastião Renato Valverde. De acordo com ele, um diagnóstico realizado há dois anos no estado, identificou que os produtores de eucalipto que alcançassem uma produtividade 35 metros cúbicos por hectare/ano e comercializassem a madeira por R$ 50 o metro cúbico, teriam um lucro médio de R$ 4 por metro cúbico.

“Considerando o diagnóstico realizado em 2015, comparado com o que realizamos em 2013, percebemos alterações consideráveis nos custos, já que tivemos aumento do salário mínimo, do óleo diesel, dos insumos agrícolas e da energia elétrica. Estes fatores influenciam diretamente na lucratividade dos pequenos e médios produtores florestais, inclusive inviabilizando a atividade. Estes empresários precisam de apoio para se organizarem em grupos, para competirem em volume de produção e preços com as grandes empresas”, analisou.

O engenheiro florestal e consultor, Celso Luiz Medeiros Lima, concorda com as considerações de Valverde e acredita que o primeiro passo a ser tomado é a criação de uma associação. “Temos que nos unir organizadamente para estimular os pequenos produtores a continuar a produção. O sistema de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF) abriu espaço aqui em Mato Grosso do Sul e pode impulsionar outras regiões, além do eixo Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas”, considerou.

Empréstimos para agricultura empresarial crescem 25%

*Do Globo Rural Online

Os empréstimos para a agricultura empresarial alcançaram cerca de R$ 39 bilhões entre os meses de julho e outubro deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26/11) pelo Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura. O número, referente à safra 2012/2013, representa uma alta de 25% sobre o mesmo período do ano passado – quando somaram R$ 31 bilhões.

O desembolso no período significa 33,7% dos R$ 115,2 bilhões disponíveis para o ano-safra. Do total liberado, o destaque vai para o Programa ABC, que é responsável por R$ 936 milhões das liberações, valor 588% superior aos R$ 136 milhões contratados em igual período de 2011.

Já em relação aos financiamentos de custeio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o aumento foi de 45,5% em relação a julho e outubro de 2011/2012, atingindo R$ 3 bilhões. Já as aplicações para operações de investimento totalizaram 704,9 milhões.

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) também registrou bom desempenho, segundo o ministério. O programa contabilizou R$ 2,5 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem. Esse valor deve aumentar consideravelmente a partir do levantamento de novembro – desde o dia 1º deste mês a taxa de juros do PSI-BK foi reduzida de 5,5% para 2,5% ao ano até 31 de dezembro de 2012.

Os recursos adquiridos pelo setor cooperativista também cresceram. O volume contratado por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) totalizou R$ 266 milhões, alta de 47% sobre o acumulado nos mesmos meses do ano anterior.

Programa ABC: crédito aplicado em Minas nesta safra soma R$ 95,5 milhões

Repasses têm expansão de 67,2% sobre o acumulado julho/agosto

*Da SEAGRI-MG

Os agricultores mineiros aplicaram em suas propriedades, entre julho e setembro de 2012, a soma de R$ 95,5 milhões em ações incluídas no Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). De acordo com avaliação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor dos repasses nos três meses equivale a uma expansão de 67,2% em relação ao registrado no período de julho e agosto.

A Emater-MG, vinculada à Secretaria da Agricultura, elabora os projetos de financiamento exigidos pela instituição de crédito e dá assistência aos produtores do Estado na utilização dos recursos. O trabalho inclui a ajuda aos produtores para obtenção do crédito destinado à regularização ambiental, considerado indispensável para a plena habilitação ao Programa ABC.

Os projetos de expansão e melhoria das pastagens foram os mais beneficiados pelo crédito do ABC repassado em Minas pelo Banco do Brasil. A soma, para esta finalidade, foi de R$ 23,9 milhões, ou 25% do total aplicado no Estado, informa Alceste Fernando Lima, assessor técnico da Seapa.

Ele acrescenta que, em segundo lugar, ficou a produção de florestas, com crédito de R$ 18,1 milhões. Em seguida estão as aplicações nos segmentos de correção intensiva de solo e cana-de-açúcar, R$ 11,7 milhões e R$ 11,6 milhões, respectivamente.

De acordo com Lima, a região do Triângulo Mineiro respondeu no trimestre por aplicações de R$ 22,9 milhões, ou 23,9% do total registrado. Em segundo e terceiro lugares ficaram o Noroeste e o Alto Paranaíba, com 21,2% e 11,1% do valor total repassado no Estado. O assessor acrescenta que nesta última região destaca-se a atuação das propriedades do município de João Pinheiro com a aplicação do crédito do ABC. O valor aplicado nos três meses iniciais da safra atual alcançou R$ 6,2 milhões.

Produção sustentável

Para o secretário de Agricultura, Elmiro Nascimento, os valores contratados no período inicial da safra 2012/2013 mostram o crescente interesse dos produtores em adotar as boas práticas recomendadas pelo Programa ABC, lançado em 2011.

“A adesão dos agricultores mineiros ao Programa ABC é de fundamental importância para o suporte às práticas que podem levar à produção sustentável conforme a agenda de compromissos assumidos pelos países que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15). O objetivo é  evitar a emissão de 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2 nos próximos dez anos, por meio de práticas agrícolas sustentáveis”, explicou.

Aplicações no ABC em MG – julho/setembro 2012

  • Total: R$ 95,5 milhões (+67,2%)
  • Triângulo: R$ 22,9 milhões, 23,9% do total

Segmentos mais beneficiados:

  • Melhoria de pastagens: R$ 23,9 milhões
  • Produção de florestas: R$ 18,1 milhões
  • Correção de solo: R$ R$ 11,7 milhões
  • Cana-de-açúcar:  R$ 11,6 milhões

* SEAGRI-MG: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais
Telefone: (31) 3915-8544
http://www.agricultura.mg.gov.br
Twitter: @agriculturamg

ABC é uma das grandes alternativas para o semi-árido

*Da Tribuna do Nordeste

“A Agricultura de Baixo Carbono (ABC) é uma das grandes alternativas para o semi-árido”, disse o pesquisador da Embrapa Algodão, Valdnei Sofiatti, em, palestra realizada ontem na Secretaria da Agricultura. O plantio direto vem proporcionando produtividades de até 5 mil quilos por hectare, na base física da Emparm, em Apodi.

Seminário debate bases sustentáveis para o desenvolvimento do Centro-Oeste

Especialistas de vários setores se reúnem nesta terça-feira (13) em Brasília para debater o assunto

Do crescimento de 2,7% do PIB brasileiro registrado em 2011, nada menos que 80% tiveram origem na cadeia de produção de alimentos e de energia da biomassa. Segundo a FAO, nas próximas décadas caberá ao Brasil atender aproximadamente 40% do incremento da demanda por alimentos, que está sendo impulsionada por dois fatores: o crescimento da população mundial (de 7 para 9 bilhões de pessoas, até 2050); e o forte impacto oriundo do aumento da renda registrado na China, na Índia e na América Latina.

O assunto vai ser debatido nesta terça-feira (13) em Brasília, durante o seminário “Centro-Oeste, Tempo 3 – Bases Históricas para o Desenvolvimento Sustentável da Região”, realizado pela Federação de Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (FAPE), Ministério da Integração Nacional, Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e Fórum do Futuro, entidade presidida pelo ex-Ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli.

“Esse evento irá reunir diversos especialistas para debater as tomadas de decisões na agricultura, tendo como base as novas políticas do setor e o surgimento de novas agroindústrias”, analisa o superintendente do SENAR do Distrito Federal, Mansueto Lunardi.

Para o presidente da FAPE, Renato Simplício Lopes, “este trabalho é fundamental para nós, já que o DF será o epicentro de um processo de desenvolvimento que vai impactar toda região, em consequência do aumento da demanda mundial por alimentos. Temos que construir uma visão estratégica que ilumine o caminho que temos pela frente”, destaca.

O ex-ministro Alysson Paolinelli afirma que “trata-se de uma experiência de planejamento estratégico que raramente observamos no Brasil. Alysson Paolinelli criou o Fórum do Futuro – Propostas para o Desenvolvimento Sustentável” exatamente para debater questões colocadas no âmbito da visão estratégica do país.

 

Cresce em 40 vezes busca por crédito ambiental

As contratações de crédito do programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) por parte dos produtores mato-grossenses atingiram R$ 40,4 milhões entre os meses de julho a setembro deste ano. O valor chega a ser 40 vezes maior que o acessado em igual período de 2011, quando as liberações atingiram R$ 1,1 milhão. Conforme dados do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em todo o país o volume contratado somam R$ 600,6 milhões no terceiro trimestre do ano.

O diretor financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso – FAMATO, Nelson Piccoli, explica que o aumento na contratação do crédito rural por parte dos produtores do Estado, está diretamente ligado à busca por recuperação de áreas degradadas para o produção de soja e milho no Estado. Conforme ele, mais uma vez Mato Grosso registrou safras recordes de milho e soja, com aumento de áreas plantadas e de produção, o que levou o produtor a apostar na lavoura. “A atual legislação não permite tão facilmente a abertura de novas áreas, e muito menos isso é viável ao produtor. Portanto com o ABC o produtor pode investir na pastagem degradada pela pecuária e assim aumentar sua produção de forma sustentável”, explicou.

Nelson Piccoli acredita ainda que para os próximos anos essa contratação será ainda maior. “Com a aprovação do novo Código Florestal, a maior agilidade dos órgãos responsáveis pelas emissões de documentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), essa será uma tendencia cada vez maior”, concluiu.

Cenário – Os números mostram que os financiamentos em todo o Brasil representam 17,7% dos R$ 3,4 bilhões autorizados ao programa para a safra 2012/13.

Apesar do aumento, foi o Mato Grosso do Sul que se destacou como o maior tomador do crédito do Centro-Oeste, emprestando com R$ 52,8 milhões ante os R$ 3,7 milhões. Na região Sul, onde também o crédito foi expressivo, os produtores do Rio Grande do Sul contrataram R$ 67,1 milhões sobre os R$ 2,4 milhões do ano passado.

Fonte: Folha do Estado

Seminário discute desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste

*Da Agência Estado

As bases para o planejamento estratégico visando ao desenvolvimento sustentável da região Centro-Oeste serão discutidas na próxima terça-feira, 13, a partir das 8h30, durante seminário que reunirá autoridades e especialistas em Brasília. O encontro será promovido pelo Fórum do Futuro, entidade cujo conselho é formado por Eliezer Batista, Roberto Rodrigues, José Pastore, Paulo Haddad, Paulo Nogueira Neto, Antonio Paim e os embaixadores Botafogo Gonçalves e Paulo Tarso Flecha de Lima.
O ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, que preside o fórum, explica que o objetivo da entidade é incentivar o debate sobre as escolhas estratégicas que devem ser feitas para definir a qualidade do desenvolvimento econômico e a viabilidade ambiental das alternativas existentes, levando em conta o papel que o Brasil terá como fornecedor de alimentos para o mundo.
Ele destaca a necessidade de investimento em pesquisa e observa que a falta de parâmetros científicos leva muitas vezes a decisões subjetivas como, por exemplo, a questão da extensão da mata a ser preservada nas margens de rios durante a discussão do novo Código Florestal.
Paolinelli afirma que o Fórum do Futuro, formado por pessoas que conhecem muito bem o passado, já levantou “uma gama enorme de possibilidades de desenvolvimento sustentável, que precisam ser aprofundadas, estudadas, conhecidas e debatidas”.
O seminário discutirá temas como pesquisa, logística, comunicação e gestão ambiental pelos produtores rurais. Entre os debatedores estão presentes os ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e da Integração Nacional, Fernando Bezerra, além da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, e o presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto.

Com maior ocupação da soja, pecuária terá de ser mais eficiente

*Do Jornal Zero Hora

Foto: FARSUL/SENAR-RS

Especialistas debatem o manejo do rebanho para ampliar oferta de carne no mercado. Com a diminuição das áreas de pastagem, que nesta safra devem perder espaço para a soja, pesquisadores e técnicos querem incentivar os criadores a trabalharem a eficiência da produção. Para isso, falaram sobre o assunto na manhã de hoje, como os pecuaristas podem melhorar o manejo do rebanho para ampliar a oferta de carne no mercado.

Um dos conceitos discutidos no seminário “De onde virão os terneiros?”, realizado por FARSUL, SENAR e Departamento de Zootecnia da UFRGS, é o de pecuária de precisão. Para aumentar a oferta de carne, a mudança começa no manejo.

“Se o solo é ruim, produz menos pasto. Se é bom, precisamos de menos área de campo para dar suporte”,  explica José Fernando Piva Lobato, professor do Departamento de Zootecnia da UFRGS.

Soja e gado não precisam ser concorrentes. De acordo com Lobato, um sistema de produção lavoura-pecuária organizado beneficia a alimentação dos animais. “O produtor pode usar a resteva da soja com pastagens de inverno, e isso vai ajudar na redução de tempo dos abates e do primeiro serviço de prenhez”, diz.

Atualmente, o tempo médio entre o nascimento de terneiros e o abate é acima de 30 meses no Estado, segundo o chefe da divisão técnica do SENAR/RS, João Augusto Telles – o ideal seria uma média de 24 meses.  “Hoje, temos propriedades com tecnologia de ponta que conseguem fazer o abate com 14 meses de idade. Com isso, podemos elevar a oferta de carne e diminuir o preço para o consumidor”,  ressalta Telles.

Fonte: Zero Hora

Minas já aplicou R$ 57,1 milhões em agricultura de baixo carbono

Volume de crédito é referente a contratos feitos em julho e agosto de 2012

* Da SEAPA

Os produtores rurais mineiros aplicaram em suas propriedades, nos meses de julho e agosto de 2012, créditos de R$ 57,1 milhões do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), informa a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). Os recursos foram repassados pelo Banco do Brasil (BB) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No Brasil, a soma das aplicações foi de R$ 398,8 milhões, com o registro de 1,1 mil contratos. A cifra equivale a 11,7% dos créditos disponíveis para os produtores brasileiros utilizarem na safra atual as boas práticas do programa.

De acordo com a Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria (Spea), as aplicações feitas exclusivamente pelos produtores mineiros nos dois primeiros meses da safra 2012/2013, mediante 245 contratos, foram inferiores apenas às realizadas pelos paulistas, que alcançaram R$ 119,3 milhões.

Conforme assinala Alceste Fernando Lima, assessor técnico da Spea, a soma dos recursos destinados entre julho e agosto exclusivamente às lavouras de Minas representa um aumento da ordem de 700% em relação aos valores registrados em toda a safra anterior.

“Por intermédio do Banco do Brasil”, ele acrescenta, foram realizados 156 contratos no valor de R$ 53,2 milhões para aplicação nas propriedades do Estado. “O expressivo valor contratado este ano mostra que está crescendo o interesse dos produtores em adotar as boas práticas recomendadas pelo Programa ABC, lançado em 2011”, ressalta Lima.

O Triângulo e a região Noroeste lideraram a busca de crédito do programa em Minas, nos dois primeiros meses da safra 2012/2013. As aplicações foram da ordem de R$ 11,1 milhões em cada região. O Norte de Minas fez aplicações de R$ 7,8 milhões. Houve contratações expressivas também no Alto Paranaíba (6,5 milhões), Jequitinhonha (R$ 4,2 milhões) e Centro-Oeste (R$ 3,1 milhões).

Boas práticas

Para o secretário de Agricultura, Elmiro Nascimento, a adesão dos agricultores mineiros ao Programa ABC é de fundamental importância para o suporte às práticas que podem levar à produção sustentável.  “O programa está integrado à agenda de compromissos assumidos pelos países que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), para a redução das emissões de gases de efeito estufa gerados pelas atividades agrícolas e pecuárias”, acrescenta.

A meta, segundo Nascimento, é evitar a emissão de 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2 nos próximos dez anos, por meio de práticas agrícolas sustentáveis, enfatiza Nascimento. “Minas Gerais procura fazer a sua parte, sendo de fundamental importância a atuação dos extensionistas da Emater, que orientam a busca do crédito e elaboram os projetos de assistência técnica aos produtores integrados ao programa”.

Programa ABC – créditos julho/agosto 2012

Minas Gerais
R$ 57,1 milhões (245 contratos)
BB: R$ 53,2 milhões (156 contratos)
Triângulo e Noroeste:  R$ 11,1 milhões cada

Brasil
R$ 398,8 milhões (1,1 mil contratos)
Crédito disponível para o país:  R$ 3,4 bilhões

* SEAPA – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais

Início das chuvas possibilita reforma de pastagens em Mato Grosso

*Do Cenário MT

Pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril fala sobre a forma correta de se fazer a recuperação das pastagens, a importância da escolha do tipo de forrageira, quais as etapas devem ser seguidas pelo produtor e quais as possíveis estratégias a serem adotadas na recuperação.

 Para o pesquisador da área de forragicultura da Embrapa Agrossilvipastoril, Bruno Pedreira, o momento é o de colocar em prática aquilo que foi planejado com antecedência e não para ações imediatas sem nenhum planejamento prévio. De acordo com ele, o pecuarista precisa profissionalizar sua atividade, trabalhando de maneira estratégica, planejada e com base em dados concretos da fazenda.

Na entrevista que segue, o pesquisador fala sobre a forma correta de se fazer a recuperação das pastagens, a importância da escolha do tipo de forrageira, quais as etapas devem ser seguidas pelo produtor e quais as possíveis estratégias a serem adotadas na recuperação. Ele ainda fala sobre o Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), que visa reduzir as emissões de carbono pela agricultura brasileira e que tem a recuperação de pastagens degradadas como um de seus principais pilares.

CENÁRIO MT: O período chuvoso está começando. É a hora do produtor iniciar a reforma de suas pastagens?

Bruno Pedreira: Agora seria o momento da execução. Eu não diria que hoje é o momento de começar a planejar o que vou fazer na safra 2012/2013, mas é a hora de executar o que foi planejado pra este ano. Planejamento este que deveria ter se iniciado lá trás, ao fim do último período chuvoso, com análise de solo. Esta análise vai para o laboratório, demora vinte a trinta dias pra voltar, dá tempo de você se planejar e definir, em função do que essa análise traz, qual a quantidade de insumos que você precisa aplicar em cada um dos pastos. Além disso, tem todo o esquema de logística e de custo do frete para trazer o calcário. Então essa é uma parte do planejamento que precisa ser feita nos seis meses antes do período que se inicia a reforma das pastagens.

CENÁRIO MT: Quais os procedimentos que o produtor deve seguir para fazer esta reforma?

Bruno Pedreira: O que a gente espera é que ele já tenha feito a análise de solo e esteja com o calcário na fazenda. Agora é a hora que ele vai começar a distribuir esse calcário, se é que ele já não o fez no mês de setembro. À medida que as chuvas iniciam, o calcário começa a reagir com o solo e a correção acontece de maneira paulatina. A gente espera que o produtor já tenha hoje na fazenda o calcário, o trator, a mão de obra, que a semente já esteja comprada, que tenha sido tomada a decisão de que capim vai ser plantado neste momento e de que estratégia vai usar na recuperação. Por exemplo, em tempos de plantio direto e de integração lavoura-pecuária, boa parte dos pecuaristas opta por fazer reforma usando agricultura, isso reduz o custo de recuperação dessa pastagem. Em alguns casos, levando o custo a muito próximo de zero. Isto porque você coloca adubo para a soja ou milho, faz adubação de cobertura, corrige o solo e, quando você retira essa cultura do campo, tem um pasto estabelecido em baixo e sobra praticamente só o custo da semente desta pastagem.

CENÁRIO MT: O arroz também tem sido uma cultura utilizada para a recuperação de pastagens?

Bruno Pedreira: Usa-se muito o arroz em terras recém abertas, terras mais jovens, onde ainda há problemas de solo com características ruins. Solos em que a soja não iria bem. Mas, em lugares agricultáveis, onde alguma correção já foi feita, pode-se partir direto para a soja, o milho ou mesmo milheto e sorgo, culturas com as quais você pode adiantar o pastejo.

CENÁRIO MT:  No caso um produtor de leite há a possibilidade de se recuperar a pastagem fazendo silagem?

Bruno Pedreira: Sim. Se for um produtor de pequeno porte ou que tenha alto valor agregado no animal, pode-se plantar milho na safra, ao invés de soja. Colhe-se este milho antecipadamente fazendo a silagem, que servirá de alimento para os animais na estação seca. O pasto é formado em menor tempo e rapidamente o tem estabelecido. Há também a questão do pequeno produtor que nem sempre tem escala pra produzir soja ou milho grão, por exemplo. Então pode-se plantar milho para silagem, ou sorgo e milheto que são para pastejo. Há culturas que podem ser usadas de maneiras distintas, em função da ferramenta que você tem para utiliza-la.

CENÁRIO MT: Como você disse, o ideal seria ter a amostra de solo antes das chuvas. Mas caso algum produtor não tenha feito este planejamento, ainda dá tempo de fazer a reforma das pastagens sem comprometimento do resultado?

Bruno Pedreira: Existem muitos produtores que não se planejaram e vão começar a fazer isso agora, quando as chuvas começam. Isto é muito comum. A dificuldade que a gente tem com isso é que, ao se fazer a análise de solo agora, levará três ou quatro semanas para o resultado ficar pronto. Só então se sabe qual quantidade de calcário você precisa, para ainda ter de comprá-lo. Este calcário será distribuído no fim de novembro. Pode até ser feito uma semeadura rapidamente, logo depois que se aplica o calcário. O problema é que o calcário precisa de certo tempo em solo para que começar a reagir. Se você planta uma semente agora, em um pasto em que o calcário não fez o que devia ser feito, a planta fica exposta a uma acidez muito forte. A grande dificuldade é o tempo para que seu calcário reaja no solo tornando-o menos acido, disponibilizando cálcio, magnésio e fazendo com que o solo fique propício a uma boa semeadura.

CENÁRIO MT: Sem planejamento, então, o resultado da recuperação fica comprometido?

Bruno Pedreira:  O que precisamos fazer em Mato Grosso é trazer o planejamento para dentro da pecuária. Se você conversar com o sojicultor hoje, ele não discute mais o plantio desta safra, ele já está comprando a safra 2013/2014. Então, por que nós pecuaristas não podemos entender que pra ter um pasto reformado no mês de outubro ou novembro é preciso planejamento. Fazendo a reforma neste período, maior é a chance de sucesso, de ter uma boa germinação das sementes, que esta planta tenha um rápido estabelecimento, que ela cresça adequadamente em dezembro e janeiro com boas condições de chuva e de sol quente, com condições climáticas para um bom desenvolvimento de plantas. Se correr o risco de fazer o plantio em janeiro ou fevereiro, a minha chance de insucesso é maior. Tem um risco das chuvas pararem em março ou abril. O Ideal é que a gente se planeje. Se eu quero fazer uma reforma de pasto hoje, em outubro de 2012, eu tinha que ter começado a planejá-la três ou quatro meses atrás.

CENÁRIO MT:Como saber quando é necessário reformar a pastagem?

Bruno Pedreira: Temos alguns números que são usados para isso. É importante que você tenha índices de referência. Geralmente, pecamos um pouco nesse sentido por não mensurar as coisas na nossa propriedade. Nos conceitos de administração dizem que quem não mensura, não administra, uma vez que você não sabe onde esta errando. Pode-se ter uma pastagem reformada hoje e ela suportar três animais por hectare. No ano que vem, se ela estiver suportando apenas um animal e meio por hectare já um indício de degradação. Mas você pode me dizer que um animal e meio ainda é maior que a média do estado. Sim, mas poderia ter três! Então a ideia de mensurar é justamente você ter em mãos números que lhe dizem que está perdendo produtividade. Temos algumas tabelas que dizem que se tiver uma perda de até 20% na minha capacidade de suporte, eu tenho um nível leve de degradação. Perdas de 20 a 50% um nível moderado de degradação. E aí começa o aparecimento de várias plantas daninhas, tem-se perda de vigor, solo descoberto, e isso pode ir adiante se eu não fizer nada. Passa, assim, a ter perdas de 50 a 80%. Com isso, um processo de degradação forte, em que além da perda de vigor, solo descoberto, aparecimento de daninhas, pode-se começar a ter mortes de plantas, inclusive forrageiras e aí é um processo que chamamos de degradação agrícola. Se formos além disso, com perdas acima de 80% da capacidade de suporte, começa a ter problemas de solo descoberto literalmente. Degradação e perda de toneladas de solo que vão embora anualmente por carreamento do solo.

A busca pela recuperação de pastagem não é definida, por exemplo, por tempo. Falamos de uma cultura que é perene. Nós temos alguns pastos no país que são acompanhados há trinta ou quarenta anos que estão lá exatamente como foram plantados. Temos relatos de pastos na Europa, por exemplo, de azevém, ou de trevo, que datam de trezentos ou quatrocentos anos atrás. Se formos para as origens das braquiárias, na África, são plantas que estão nas savanas desde que as savanas existem. Ninguém replantou as braquiárias que estão lá. Então estamos falando de uma planta que é perene e a necessidade de recuperá-la vem do que a gente está fazendo com ela. Posso assumir que estou num sistema de integração lavoura-pecuária, onde terei altas taxas de lotação, onde posso sim usar um pasto por dois anos e levá-lo a sua exaustão, porque eu sei que no ano seguinte plantarei soja em seu lugar. Se falo de um pasto onde vou trabalhar com pecuária de longo prazo, posso partir para uma lotação mais moderada, fazer ajustes de tal forma que não esteja prejudicando aquela planta, que não prejudique o vigor e o potencial de rebrotação dela para o ciclo seguinte. Então, quando eu defino se eu vou ou não fazer uma recuperação, vai muito em função da perda da capacidade de suporte e da produção desta forragem. Índices zootécnicos nos ajudam muito nesse sentido. Se eu amarro isto na questão financeira, sei que na hora que baixo a taxa de lotação, financeiramente o negócio fica negativo. Então eu preciso amarrar isto com o quanto eu deixo de ganhar, o quanto poderia estar ganhando com a pastagem e quanto efetivamente estou ganhando hoje. Isto me diz se vale ou não a pena reformar o pasto.

CENÁRIO MT: O que o produtor deve levar em conta na escolha do tipo de planta forrageira?

Bruno Pedreira: A escolha da planta forrageira se dá em cima do que nós temos em mãos pra trabalhar. Eu preciso saber com que tipo de solo estou trabalhando, qual a expectativa de produção dessa planta, qual a vocação daquela área que estou trabalhando e qual o nível tecnológico que vou usar. Por exemplo, se estou em um local onde tenho deficiência de drenagem, não posso optar por uma planta que não seja tolerante a baixa oxigenação de raízes. Neste caso, braquiárias como as humidícolas resolvem meu problema. Posso trabalhar com solos arenosos de baixíssima fertilidade, onde não farei nenhum tipo de correção. Aí, por exemplo, os Panicuns não vão me ajudar. Eu preciso, ou corrigir esse solo, ou partir para uma planta tipo Brachiaria decumbens ou humidicola, ou Andropogon. Plantas que não são tão exigentes em fertilidade e que suportariam esta condição de solo mais arenoso com período de déficit hídrico maior. Então veja que não é só escolher uma planta porque eu gosto dela simplesmente. Eu preciso escolher uma planta em função do meu tipo de solo, do meu manejo, do quanto eu espero que ela produza e para que finalidade vou usá-la na minha fazenda. Se eu pretendo fazer pastejo diferido, que é vedar meu pasto ao final da estação chuvosa pra que ele sirva de alimento durante a estação seca, eu não posso ter Panicuns, que são capins com hábito de crescimento muito ereto, que florescem em maio e que vão ser uma forragem de baixa qualidade na estação seca. Para estes casos, posso partir para a Brachiaria brizanta ou Brachiaria decumbens que vão me ajudar a produzir massa, não vão florescer tanto e irão se manter ainda com uma produção de forragem pra que ela possa ser utilizada durante a estação seca.

É importante ressaltar que não devo ter na minha propriedade mais do que 40% da área com uma única planta forrageira. Eu tenho que ter pelo menos três plantas. Justamente porque preciso de uma planta que produza mais na estação chuvosa, uma que permita que eu faça um pasto diferido para usar na estação seca, etc. Além disso, se tiver um ataque de pragas, tenho plantas que são mais ou menos suscetíveis ao ataque. Ter três, quatro ou mais plantas na fazenda é muito importante no ponto de vista estratégico. E é importante ressaltar que jamais se deve colocar duas ou três gramíneas no mesmo pasto. Deve-se definir módulos na fazenda, pois não é possível manejar na mesma pastagem uma planta que vá crescer até 90 cm e uma braquiária que deve ser pastejada com 30 cm. Não é possível acertar os dois no mesmo momento.

CENÁRIO MT: E quanto ao consórcio com leguminosas? Pode trazer benefícios aos produtores?

Bruno Pedreira: É extremamente bem vindo. Estamos começando com isto em Mato Grosso agora. Hoje, na vitrine de tecnologias da Embrapa Agrossilvipastoril já existem algumas parcelas de leguminosas e a ideia é, em 2013, começar a trabalhar com alguns produtores com a introdução de leguminosas em pastos já estabelecidos. A leguminosa traz um aporte de proteínas para animais e um aporte muito forte de adubação nitrogenada para planta forrageira. Quando temos o consórcio da leguminosa com a gramínea, o que a gente quer ali, mais do que dar proteína ao animal, é fixar nitrogênio para a planta forrageira. Existem leguminosas que podem fixar de 30 kg a até 200 kg de nitrogênio por ano no solo, deixando isso disponível para a gramínea que está em volta. Isto reduz o custo de adubação nitrogenada advinda de petróleo.

CENÁRIO MT: É preciso algum cuidado especial com as sementes?

Bruno Pedreira: A escolha da semente não é um processo tão complicado. O que é importante é você procurar uma empresa idônea e fazer a compra de uma semente que você conhece e reconhece a qualidade dela. Todo este processo de se ter uma boa analise de solo, uma boa calagem, uma boa correção e um bom estabelecimento pode estar ligado ao insucesso quando se usa uma sementes que não têm boa procedência, que não têm qualidade garantida. O que se espera de uma boa semente é que ela traga seu valor cultural no saco, que ela tenha registro no Ministério da Agricultura e que, quando se plante no campo, tenha-se em torno de 15 a 20 plântulas por m² quando se fala em sementes maiores, como braquiárias, ou entre 35 a 40 plântulas/m² quando se trata de Panicuns.

CENÁRIO MT: A reforma da pastagem simplesmente muitas vezes não resolve o problema do produtor. O manejo deve ser feito de maneira diferenciada?

Bruno Pedreira: Esse é um ponto crucial, que temos discutido muito dentro do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), em que há a meta de recuperar dois milhões de hectares de pastagem degrada em Mato Grosso até 2020. Nossa maior preocupação é atingirmos esta meta até 2020, mas já termos outros dois milhões de pastos degradados novamente. Então recuperar é importante, é necessário, mas, mais do que isso, o planejamento da sua propriedade como um todo é de extrema importância. Precisa-se saber como usar a planta. Não adianta plantar uma planta como Panicun, de crescimento muito forte e rápido, que deveria ser pastejado com 90 cm de altura, por exemplo, e deixá-la chegar a 1,5 m ou 2 m, levando à degradação do pasto. Também não se deve deixar de fazer a reposição de nutrientes, deixar de adequar a taxa de lotação, entrar na estação seca sem diminuir o número de animais por hectare, não se preocupar em ter silagem, cana-de-açúcar ou alguma coisa que faça a complementação da alimentação ao longo do ano. Isto sim leva os pastos à degradação e à exaustão.

CENÁRIO MT: Falando em Plano ABC, a pastagem degradada é uma grande emissora de gás carbônico. Por que isto acontece?

Bruno Pedreira: As pastagens degradadas ou de baixas produtividades são pastagens em que temos poucos animais por hectare emitindo carbono. A expectativa com o Plano ABC é a de se conseguir ter uma pastagem bem formada, com boa cobertura de solo. Isso significa plantas fazendo fotossíntese, assimilando carbono. Em um pasto bem formado, fala-se em 5 a 10 toneladas de raízes na forma de carbono fixado nesse solo. Plantas que produzem de 20 a 40 toneladas de matéria seca por ano e que talvez metade fique no solo em forma de matéria orgânica, uma vez que não conseguimos aproveitar tudo isso. Mas a ideia é ter uma pastagem que incremente o carbono, que se consiga ter mais animais na área. Com o boi tendo mais forragem pra comer e de melhor qualidade, ele ganha mais peso, vive menos no campo e emite menos metano no tempo e espaço. A ideia é sair desse boi que esta morrendo entre 36 e 48 meses e trazer ele para 20, 24 ou 30 meses, isso vai dar ganho na redução do carbono na pecuária.

CENÁRIO MT: A recuperação de pastagem faz parte do Plano ABC. Como isto ajuda o produtor que pretende recuperar suas áreas?

Bruno Pedreira: O plano ABC tem a meta é recuperar 15 milhões de hectares de pasto no país. Em Mato Grosso são dois milhões. Meio milhão até 2015 e um e meio de 2015 a 2020. A recuperação de pastagem é a maior responsável pela mitigação de carbono, com cerca de 60% da mitigação total do Plano. Hoje existe a linha de crédito do Programa ABC, junto ao Banco do Brasil, com taxas de jutos que chegam até 5%, com períodos de carência de até 12 anos, e cada produtor com limite de até R$ 1 milhão de reais por CPF. Isto, obviamente, é avaliado caso a caso. É uma linha de bom potencial, ela tem o benefício de que se você partir pra uma recuperação de pastagem com uso de árvores, pensando num sistema silvipastoril, sua carência fica ainda maior.

CENÁRIO MT: Neste processo de recuperação das pastagens é importante que o produtor seja assistido por um técnico?

Bruno Pedreira: Este é um item que pode separar o sucesso do insucesso no processo de recuperação de pastagem. Ter uma boa recomendação de adubação, boa correção de calcário, boa ajuda na escolha da semente, nas técnicas de preparo de solo, de como conduzir essa recuperação. O apoio de um técnico nesse processo é muito importante. Hoje temos alguns programas como a Capacitação de Técnicos da Cadeia do Leite no estado, com cerca de 50 técnicos já treinados. E também já tivemos alguns módulos da capacitação de técnicos do Plano ABC em Querência, Rondonópolis, Campo Novo do Parecis, Sinop e Cuiabá. O Ministério da Agricultura, o governo de Mato Grosso e a Embrapa estão trabalhando na capacitação das pessoas e uma serie de cursos estão sendo realizados para que estes técnicos estejam aptos a ajudar os produtores na reforma das pastagens.