Plano ABC ganha sistema de geoprocessamento

*Do Ministério da Agricultura

PROGRAMA ABCDesenvolvida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Mapa, o sistema de geoprocessamento vai auxiliar na espacialização da informação, mostrando em tempo real onde estão sendo aplicados os recursos do ABC.

“O sistema permite visualizar, por meio de mapas, as áreas onde o ABC está sendo implantado”, conta Sérgio Paganini, da Esalq, que junto com os técnicos Alberto Barreto e Rodrigo Maule, desenvolveram a ferramenta, sob a coordenação de Gerd Sparovek.

O geoproecessamento vai agilizar o acompanhamento da evolução do ABC, permitindo que o usuário tabule os dados por estado ou por linha do programa, além de geração de mapas que indicam como as diferentes regiões estão aplicando os recursos.

Para o secretário Caio Rocha, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC/Mapa), tecnologias como essa têm sido um dos diferenciais da agricultura brasileira. “Essa ferramenta vai modernizar o ABC, possibilitando a criação de um banco de dados que vai permitir um maior controle do programa”, afirma.

ABC
O programa é dividido em sete eixos – seis de adaptação ao processo de mudança climática e um de mitigação. O planejamento e adoção de tecnologias de produção sustentáveis envolvem a recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), sistemas agroflorestais (SAFs), sistema plantio direto (SPD), fixação biológica de nitrogênio (FBN), florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social
(61)3218-2205

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Embrapa mapeia degradação das pastagens do Cerrado

*Da Embrapa
Mais da metade das pastagens localizadas no Cerrado brasileiro podem estar em algum estágio de degradação. São 32 milhões de hectares em que a qualidade do pasto está abaixo do esperado, comprometendo a produtividade e gerando prejuízos econômicos e ambientais. Este é o cenário considerado mais realista evidenciado pelo estudo desenvolvido pela Embrapa Monitoramento por Satélite (SP) e concluído em novembro. A recuperação poderia ajudar até a triplicar a produção de carne nessas áreas ou contribuir para a expansão da agricultura, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
O bioma Cerrado ocupa 203,4 milhões de hectares, o que corresponde a aproximadamente 24% do território nacional, abrangendo o Distrito Federal e mais 11 estados. Com características únicas, tem importância estratégica no cultivo de grãos e na pecuária, sendo o bioma com a maior produção agropecuária do País. Sozinho, responde por 55% da produção de carne. A pecuária tem participação significativa no produto interno bruto (PIB) e gera 6,8 milhões de empregos diretos e indiretos (8,3% dos postos de trabalho totais).
A pastagem extensiva é a principal fonte alimentar do rebanho brasileiro e contribui para a competitividade da produção nacional, que tem um dos menores custos no mundo, estimado em 60% e 50% daquilo que é gasto da Austrália e Estados Unidos, respectivamente. A degradação tem sido um entrave para o setor e as iniciativas de recuperação encontram dificuldades de implantação, entre outros motivos, devido à falta de informações atualizadas e detalhadas sobre a localização dessas áreas. Esses são dados fundamentais para políticas de recuperação e manejo racional das pastagens.
“A identificação, o mapeamento e o monitoramento do processo de degradação de pastagens no Brasil pode apoiar políticas públicas como o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do governo federal, que tem uma linha voltada exclusivamente para a recuperação de pastagens degradadas”, explica o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Édson Luis Bolfe.
O estudo da Embrapa utilizou imagens do satélite Spot Vegetation e aplicou um coeficiente denominado Slope para identificar a ocorrência de pastagens com algum processo de degradação. O coeficiente foi utilizado como um ponto de corte ou referência para a definição de três cenários: muito otimista, otimista e realista. A pesquisa usou como base os dados do projeto Probio, do Ministério do Meio Ambiente, que contabiliza um total de 53 milhões de hectares de pastagens plantadas em todo o bioma Cerrado.
No cenário mais otimista, as pastagens consideradas com algum grau de degradação correspondem a cerca de 12,5 milhões de hectares, ou 24% do total das pastagens plantadas no Cerrado. No segundo cenário, classificado de otimista, essa área sobe para cerca de 18,4 milhões de hectares – 35%, um valor ainda menor do que aqueles estimados até então por estudos sobre o tema. Já num cenário considerado mais realista, foram identificados em torno de 32 milhões de hectares de pastagens degradadas, ou 60% das pastagens plantadas no Cerrado.
Em todos os cenários o estudo aponta para uma concentração da ocorrência de pastagens degradadas. Cerca de 80% dos locais em degradação foram encontrados nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, são justamente aqueles com as maiores extensões de áreas ocupadas por pastagem. O mapeamento pode auxiliar, por exemplo, no direcionamento de recursos e na orientação de iniciativas de recuperação em regiões prioritárias.
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Acréscimo de até 3,6 milhões de toneladas de carne
“Estima-se que se forem recuperadas de 12,5 a 18,4 milhões de hectares de pastagens é possível um acréscimo na produção de carne bovina nessas áreas de 2,4 a 3,6 milhões de toneladas por ano”, afirma o pesquisador da Embrapa Ricardo Guimarães Andrade, um dos responsáveis pela pesquisa. Ele ressalta que o Programa ABC tem por meta, até 2020, induzir a recuperação de 15 milhões de hectares de pastagens degradadas em todo o País.
Em termos ambientais, a recuperação de pastagens contribui para reduzir a pressão pela abertura de novas fronteiras para a expansão da agricultura e pecuária, por exemplo, em áreas de floresta nativa. O combate à degradação também ajuda a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. “Em pastos recuperados é possível alcançar maior produtividade e menor emissão por animal, tornando a pecuária uma atividade economicamente mais rentável e ambientalmente mais eficiente”, completa Guimarães.
A degradação das pastagens tem características diferentes em cada bioma. No Cerrado é caracterizada pela perda de produtividade em função da pouca oferta de água e de nutrientes. No bioma Amazônia, as razões tem maior relação com outros fatores, como a competição da forrageira com as plantas invasoras. Neste caso, é necessário desenvolver e aplicar técnicas diferenciadas de mapeamento. A Embrapa Monitoramento por Satélite possui outras iniciativas voltadas ao tema, como o projeto de pesquisa GeoDegrade, que estuda métodos de identificação e mapeamento de processo de degradação das pastagens nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, além do Cerrado.
“Diante das dimensões do território brasileiro e das diferenças regionais, o desafio é chegar a números mais precisos e dizer onde estão essas pastagens que se encontram comprometidas e subutilizadas. O uso de geotecnologias, como o sensoriamento remoto aplicado em diferentes escalas, é a estratégia adequada para traçar um mapa das condições das pastagens para um país do tamanho do Brasil”, reforça Bolfe.
 Graziella Galinari (MTb 3863 / PR)
Embrapa Monitoramento por Satélite
Telefone: (19) 3211-6214

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Reunião avalia avanços na implementação do ABC Cerrado

*Do SENAR

Reunião ocorreu na sede do Sistema CNA/SENAR, em Brasília. Fotos: Gustavo Fröner

Reunião ocorreu na sede do Sistema CNA/SENAR, em Brasília./ Fotos: Gustavo Fröner

O acordo para execução do Projeto Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC Cerrado), firmado em agosto deste ano com o Banco Mundial, segue avançando e iniciará as atividades práticas de capacitação dos instrutores, supervisores, técnicos de campo e produtores rurais nas tecnologias de baixa emissão de carbono em 2015. Os progressos na implementação do projeto foram debatidos por representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Embrapa e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Banco Mundial  em uma reunião realizada ontem (8/12) e hoje (9/12) na sede do Sistema CNA/SENAR, em Brasília.

O encontro avaliou temas como o plano de implementação para 2015 (com base nos indicadores do projeto e atividades chaves); formatação do relatório de progresso; gerenciamento do projeto (interação com os escritórios regionais, suporte do Banco, necessidades de treinamentos, assistência técnica, etc); arranjos de monitoramento e avaliação (equipe, preparação dos termos de referências para contratação do sistema de informações e coletas de dados); estratégia da avaliação de impacto e próximos passos a serem executados. Os representantes do Banco Mundial também assistiram a uma apresentação do Programa de Assistência Técnica e Gerencial com Meritocracia do SENAR.

David Tuchschneider e Barbara Farinelli, do Banco Mundial

David Tuchschneider e Barbara Farinelli, do Banco Mundial

Na opinião do especialista em Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, David Tuchschneider, o projeto está avançando dentro do esperado e até o final do ano será o momento destinado ao alinhamento e à preparação para a execução efetiva do ABC Cerrado. Segundo ele, o fato de existirem muitos atores envolvidos no projeto e diferenças regionais exige consistência técnica na implementação e na avaliação das atividades. Tuchschneider destacou dois pontos da reunião.

“A discussão da avaliação de impacto nos mostrou que as entidades participantes estão abertas à evolução e ao diálogo com o Banco. Isso é muito positivo e traz uma satisfação enorme para nós como equipe. Também fiquei impressionado com o programa de assistência técnica do SENAR. Foi um dos melhores que já vi e isso poderá contribuir muito com o ABC Cerrado”, destaca.

Durante a reunião foram apresentadas ainda as ações realizadas desde a assinatura do acordo, como a oficina de nivelamento com os grupos gestores estaduais do projeto; análise de currículos para a contratação dos consultores masters; formação de um comitê de acompanhamento e definição da empresa de monitoramento e avaliação do projeto que será contratada.

A coordenadora de projetos especiais do Departamento de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS), Patrícia Fontes Machado, ressalta a importância das reuniões de acompanhamento realizadas pela equipe técnica do Banco Mundial ao longo do período de vigência do projeto. Para ela, isso permite que os participantes recebam orientações em todos os processos e etapas necessárias à execução, de forma que nada dê errado. “Mostra que eles estão preocupados com o sucesso do projeto, com a utilização correta dos recursos que eles estão aportando e que de fato, o ABC Cerrado atinja os seus objetivos. Muitas destas orientações são importantes para todas as ações que realizamos no SENAR, principalmente no que se trata ao planejamento e monitoramento”, declara.

Projeto ABC Cerrado

Ação conjunta do SENAR, do Ministério da Agricultura e da Embrapa, o Projeto ABC Cerrado pretende incentivar e difundir a adoção de práticas sustentáveis para a redução das emissões de gases de efeito estufa e sensibilizar o produtor para que ele invista na sua propriedade de forma a ter retorno econômico mantendo o meio ambiente preservado. O SENAR será responsável pela formação profissional dos produtores nas tecnologias e pela assessoria em campo, com recursos do Programa de Investimentos em Florestas (FIP, sigla em inglês) – via Banco Mundial, que doou US$ 10,6 milhões para a execução do projeto.

O ABC Cerrado vai atender oito estados do Bioma Cerrado (Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Bahia, Piauí, Minas Gerais e o Distrito Federal), num período de três anos, com a promoção de quatro processos tecnológicos: recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta, sistema de plantio direto e florestas plantadas.

O projeto prevê a realização de seminários de sensibilização e divulgação nos estados participantes, capacitação tecnológica de produtores e gerentes de propriedades e instrutores do SENAR e, ainda, treinamento dos técnicos que atuarão na assessoria em campo para os produtores. Ao todo, 12 mil produtores rurais vão receber capacitação e desse total, 1.600 propriedades, nos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul terão, também, terão assistência técnica. Esses estabelecimentos terão o compromisso de executar uma das tecnologias aprendidas que serão transformadas em cases de estudo e vitrines tecnológicas.

*Assessoria de Comunicação do SENAR
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Agrosustenta é apresentada durante a Expointer 2014

A plataforma digital Agrosustenta (http://www.agrosustenta.com.br) foi divulgada para produtores rurais, técnicos e representantes de empresas do setor agropecuário nesta quarta-feira, 3 de setembro, durante a 37ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), em Esteio (RS). A apresentação foi realizada pelo coordenador técnico do Instituto CNA, Arno Jerke Júnior, e pelo assessor técnico da entidade, Francisco Mello.

Desenvolvida pelo Instituto CNA em parceria com a Basf, a ferramenta online visa facilitar a avaliação dos modelos agropecuários sustentáveis que podem ser adotados nas propriedades rurais do país, permitindo a comparação entre eles e a elaboração de projetos de financiamento voltados para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). O acesso é gratuito e livre ao público em geral.

“Com essa plataforma, o produtor terá acesso a informações e poderá desenvolver o projeto sustentável de forma adequada para encaminhar ao agente financeiro. A elaboração de projetos sustentáveis é renda no bolso do produtor, além de apoiar a preservação do meio ambiente”, ressalta o coordenador técnico do ICNA.

Modelos de projetos desenvolvidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) poderão ser consultados na Agrosustenta. Também será possível avaliar a viabilidade econômica dos projetos elaborados dentro dos critérios da linha de crédito do ABC e a taxa de retorno da atividade. Outra inovação é a possibilidade de elaboração de projetos a partir de um modelo de formulário disponibilizado pelos bancos que financiam o ABC. Preenchido pelo produtor com o auxílio de um técnico contratado por ele, o documento poderá ser impresso e encaminhado às agências bancárias, o que deverá reduzir a burocracia e o prazo para obtenção do crédito.

“O Plano ABC não tem pacotes prontos. É preciso adaptar os projetos às diferentes características regionais (solo, clima, culturas) e a Agrosustenta vai ajudar o produtor conforme a sua realidade. É um instrumento importantíssimo, pois todos, produtores, técnicos projetistas e agentes financeiros, precisam de conhecimento e capacitação”, declara o Coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos do Mapa e do Plano ABC, Elvison Nunes Ramos.

A apresentação fez parte da programação do painel “Plano ABC – Resultados da Implantação e Lançamento da Plataforma Agrosustenta”, realizado no pavilhão do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers). Também participaram do evento representantes da Embrapa Clima Temperado, da Emater/RS e do Banco do Brasil.

Programa ABC

Lançado em 2010 pelo Governo Federal, o ABC tem recursos de R$ 4,5 bilhões para a safra que está sendo plantada neste ano. A meta é estimular a adoção de técnicas sustentáveis nas propriedades rurais brasileiras. O prazo para pagamento do financiamento varia de acordo com a atividade implantada, podendo chegar a 15 anos no caso de reflorestamento. A taxa anual de juros é de 4,5% para beneficiários do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e de 5% para os demais produtores. Na safra 2013/2014, foram liberados R$ 2,8 bilhões para a agricultura de baixo carbono, programa que contou com crédito de R$ 4,5 bilhões no último ano-safra.

Assessoria de Comunicação – Sistema CNA
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Agricultura de baixo carbono será tema de audiência pública

co2A agricultura de baixo carbono (ABC) será o tema da próxima audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC). Os senadores e especialistas devem discutir, na tarde de terça-feira (5), estratégias para dar sustentabilidade à  produção agropecuária de tal forma que o plantio e a criação de gado não castiguem o meio ambiente.

No Brasil, o Plano ABC é comandado pelo Ministério da Agricultura (Mapa). Ele consiste em fomentar diferentes ações: recuperar pastagens degradadas; integrar lavoura-pecuária-floresta e sistemas agroflorestais; executar o plantio direto; fazer a fixação biológica de nitrogênio (FBN); aumentar as florestas plantadas; tratar dejetos animais; e adaptar às mudanças climáticas.

Na reunião, o Mapa será representado pelo seu coordenador de Conservação do Solo e Água e de Florestas Plantadas, Elvison Nunes Ramos.

A CMMC convidou também os gestores do BNDES responsáveis pela área de suporte aos programas agropecuários, Carlos Alberto Vianna Costa e Marcos Estevam Del Prette. Além deles, deve ser ouvido pelos senadores um gerente do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e um representante da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A audiência pública será às 14h30 no Plenário 7 da Ala Senador Alexandre Costa.

Lavoura Pecuária Floresta, benefícios e resultados dessa integração

integração lavoura pecuária e florestaOs resultados obtidos através do programa de recuperação de pastagens e empreendedorismo rural Mais Inovação, além das possibilidades de implantação de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), serão tema da palestra apresentada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS – Sistema Famasul), nesta quarta-feira (21), em Camapuã. O Circuito Integração LPF 2014 integra a programação da 36° Exposição Agropecuária de Camapuã (Expocam), cujo objetivo é apresentar casos de sucesso de municípios vizinhos, como Figueirão, adepto do Mais Inovação há mais de um ano, com resultados considerados satisfatórios.

Aliando o cultivo de milho com pasto e eucalipto com pasto, ou seja, manter lavoura e pecuária no mesmo espaço foi a melhor alternativa encontrada pelos produtores da região. Outra iniciativa do Mais Inovação é o de cultivar oleaginosa aliada à pastagens, iniciativa ousada para a região onde o cultivo de soja não é comum. A palestra Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) acontece hoje, no Centro de Treinamentos do Sindicato Rural de Camapuã, direcionada a produtores rurais e interessados no tema.

Fonte: Malu Cáceres – Capital News (www.capitalnews.com.br)

Empréstimos para agricultura empresarial crescem 25%

*Do Globo Rural Online

Os empréstimos para a agricultura empresarial alcançaram cerca de R$ 39 bilhões entre os meses de julho e outubro deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26/11) pelo Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura. O número, referente à safra 2012/2013, representa uma alta de 25% sobre o mesmo período do ano passado – quando somaram R$ 31 bilhões.

O desembolso no período significa 33,7% dos R$ 115,2 bilhões disponíveis para o ano-safra. Do total liberado, o destaque vai para o Programa ABC, que é responsável por R$ 936 milhões das liberações, valor 588% superior aos R$ 136 milhões contratados em igual período de 2011.

Já em relação aos financiamentos de custeio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), o aumento foi de 45,5% em relação a julho e outubro de 2011/2012, atingindo R$ 3 bilhões. Já as aplicações para operações de investimento totalizaram 704,9 milhões.

O Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) também registrou bom desempenho, segundo o ministério. O programa contabilizou R$ 2,5 bilhões para a aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem. Esse valor deve aumentar consideravelmente a partir do levantamento de novembro – desde o dia 1º deste mês a taxa de juros do PSI-BK foi reduzida de 5,5% para 2,5% ao ano até 31 de dezembro de 2012.

Os recursos adquiridos pelo setor cooperativista também cresceram. O volume contratado por meio do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) totalizou R$ 266 milhões, alta de 47% sobre o acumulado nos mesmos meses do ano anterior.

Programa ABC: crédito aplicado em Minas nesta safra soma R$ 95,5 milhões

Repasses têm expansão de 67,2% sobre o acumulado julho/agosto

*Da SEAGRI-MG

Os agricultores mineiros aplicaram em suas propriedades, entre julho e setembro de 2012, a soma de R$ 95,5 milhões em ações incluídas no Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). De acordo com avaliação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor dos repasses nos três meses equivale a uma expansão de 67,2% em relação ao registrado no período de julho e agosto.

A Emater-MG, vinculada à Secretaria da Agricultura, elabora os projetos de financiamento exigidos pela instituição de crédito e dá assistência aos produtores do Estado na utilização dos recursos. O trabalho inclui a ajuda aos produtores para obtenção do crédito destinado à regularização ambiental, considerado indispensável para a plena habilitação ao Programa ABC.

Os projetos de expansão e melhoria das pastagens foram os mais beneficiados pelo crédito do ABC repassado em Minas pelo Banco do Brasil. A soma, para esta finalidade, foi de R$ 23,9 milhões, ou 25% do total aplicado no Estado, informa Alceste Fernando Lima, assessor técnico da Seapa.

Ele acrescenta que, em segundo lugar, ficou a produção de florestas, com crédito de R$ 18,1 milhões. Em seguida estão as aplicações nos segmentos de correção intensiva de solo e cana-de-açúcar, R$ 11,7 milhões e R$ 11,6 milhões, respectivamente.

De acordo com Lima, a região do Triângulo Mineiro respondeu no trimestre por aplicações de R$ 22,9 milhões, ou 23,9% do total registrado. Em segundo e terceiro lugares ficaram o Noroeste e o Alto Paranaíba, com 21,2% e 11,1% do valor total repassado no Estado. O assessor acrescenta que nesta última região destaca-se a atuação das propriedades do município de João Pinheiro com a aplicação do crédito do ABC. O valor aplicado nos três meses iniciais da safra atual alcançou R$ 6,2 milhões.

Produção sustentável

Para o secretário de Agricultura, Elmiro Nascimento, os valores contratados no período inicial da safra 2012/2013 mostram o crescente interesse dos produtores em adotar as boas práticas recomendadas pelo Programa ABC, lançado em 2011.

“A adesão dos agricultores mineiros ao Programa ABC é de fundamental importância para o suporte às práticas que podem levar à produção sustentável conforme a agenda de compromissos assumidos pelos países que participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15). O objetivo é  evitar a emissão de 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2 nos próximos dez anos, por meio de práticas agrícolas sustentáveis”, explicou.

Aplicações no ABC em MG – julho/setembro 2012

  • Total: R$ 95,5 milhões (+67,2%)
  • Triângulo: R$ 22,9 milhões, 23,9% do total

Segmentos mais beneficiados:

  • Melhoria de pastagens: R$ 23,9 milhões
  • Produção de florestas: R$ 18,1 milhões
  • Correção de solo: R$ R$ 11,7 milhões
  • Cana-de-açúcar:  R$ 11,6 milhões

* SEAGRI-MG: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais
Telefone: (31) 3915-8544
http://www.agricultura.mg.gov.br
Twitter: @agriculturamg

Reflorestar para sustentar

O Sindicato dos Criadores de Bovinos, Bubalinos e Equídeos do Distrito Federal realiza no próximo sábado, 24 de novembro, o 2º Dia de Campo. Desta vez, o enfoque será o reflorestamento para a sustentabilidade da pecuária de corte. A técnica de integração lavoura, pecuária e floresta é um dos temas da programação. Essa técnica está em ampla divulgação pelo Programa de Agricultura de Baixo Carbono e tem o apoio do Projeto ABC – Capacitação do Sistema CNA/SENAR, em parceria com a Embaixada Britânica.

Confira a programação:

As inscrições para participar do 2º Dia de Campo são gratuitas e podem ser feitas pelo site http://www.scdf.com.br/index.jsp

Saiba mais sobre o 1º Dia de Campo do SCDF: http://www.scdf.com.br/SCDF?cmd=getAcontecimento&codigo=21

ABC é uma das grandes alternativas para o semi-árido

*Da Tribuna do Nordeste

“A Agricultura de Baixo Carbono (ABC) é uma das grandes alternativas para o semi-árido”, disse o pesquisador da Embrapa Algodão, Valdnei Sofiatti, em, palestra realizada ontem na Secretaria da Agricultura. O plantio direto vem proporcionando produtividades de até 5 mil quilos por hectare, na base física da Emparm, em Apodi.