Ipameri (GO) sedia curso do Programa de Agricultura de Baixo Carbono

* Do Jornal Goiás Agora

O município de Ipameri vai sediar de 15 a 19 de outubro, a sétima edição do curso de capacitação para técnicos multiplicadores do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). O curso vai formar técnicos para auxiliar produtores rurais interessados em fazer parte do programa que alia produção com sustentabilidade. Aproximadamente 50 profissionais, de  30 municípios, participam da edição de Ipameri. São técnicos da área de extensão rural, tanto técnicos da Emater quanto da iniciativa privada. Além do treinamento prático que será realizado em um auditório na cidade, já está agendada uma visita técnica à Fazenda Santa Brígida, modelo de aplicação do programa, no município.

O programa ABC foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que incentiva sua aplicação nos Estados. O treinamento é uma iniciativa da Seagro, coordenadora do programa ABC em Goiás. No Estado, as ações do ABC têm parceria da Superintendência Federal de Agricultura em Goiás (SFA), Banco do Brasil, Universidade Federal de Goiás (UFG) e Emater.

Os encontros estão na etapa final, faltando o de Goianésia, que acontece de 22 a 25 de outubro. Também serão realizados mais dois cursos em nível estadual no centro de treinamento da Emater, ainda sem data definida no mês de novembro. Um dos treinamentos será exclusivo para os técnicos da extensão rural da Emater e outro para técnicos da iniciativa privada. No total, serão capacitados 450 técnicos multiplicadores do programa durante este ano.

Informações: (62) 3201-8905

* Goiás Agora – http://www.noticias.goias.gov.br/

Primeira propriedade financiada pelo ABC é exemplo sustentável

*Do MAPA

Fazenda Santa Brígida, em Goiás, é exemplo de integração entre lavoura, pecuária e floresta

Primeira propriedade a obter linha de financiamento por meio do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), em julho de 2011, a Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, Goiás, é um dos principais exemplos na prática da integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) do país. Além dos ganhos de produtividade, a fazenda deixa de emitir, aproximadamente, 2,6 mil toneladas de gás carbônico equivalente por ano.

“O crédito oferecido à propriedade auxiliou esse resultado, como também tem ajudado produtores de todo o País. É necessário ainda destacar que as mudanças ocorridas na fazenda de Ipameri relativas aos métodos de produção só foram possíveis devido às orientações dadas por pesquisadores da Embrapa”, explicou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho.

Os dados divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Cerrados (Embrapa) mostram que a propriedade – que utiliza o método de iLPF há seis anos – gera lucros. Na safra 2011/12, foram produzidas 14,5 mil sacas de soja, 25,5 mil sacas de milho e 5,2 toneladas de silagem. O hectare de pastagem rende em torno de R$ 500, enquanto antes de adotar práticas sustentáveis não passava de R$ 100.

Outros sistemas que reduzem a emissão de CO2 na atmosfera também são utilizados, como a fixação de nitrogênio no solo. A prática utilizada para este fim é o Sistema Santa Brígida, criado pela Embrapa, um consórcio das culturas de milho, braquiária e feijão guandu anão. Além dos benefícios ambientais, ainda há a vantagem da renovação constante do pasto, o que faz o rebanho engordar apenas com capim.

A fazenda tem uma área total de 922 hectares, dos quais 450 correspondem ao cultivo de grãos no sistema integração Lavoura-Pecuária (iLP) ou agropastoril. A primeira experiência com plantio de eucalipto em iLPF na propriedade foi na safra de 2008/2009, em aproximadamente quatro hectares. Em razão do surpreendente desenvolvimento das árvores, ampliou-se a área com este sistema em mais 55 hectares nas safras posteriores, com média de 700 árvores por hectare, principalmente, em razão do cultivo de duas safras de grãos nos dois primeiros anos entre as fileiras de árvores. Atualmente são contabilizadas cerca de 40.000 árvores de eucalipto no local. Se a safra for vendida como lenha, a forma menos valorizada do mercado, o lucro será de R$ 1 mil por hectare.

Segundo relatório elaborado por pesquisadores da Embrapa Cerrados, a mitigação da emissão de gases de efeito estufa (GEE) pode ser relacionada ao incremento da matéria orgânica (carbono) do solo; à maior produção forrageira durante o ano todo; à incorporação de árvores no sistema produtivo; e à redução da idade de abate dos bovinos.

Programa ABC

Parte do trabalho realizado só foi possível a partir do empréstimo de R$ 780,3 mil reais feito a partir do Programa ABC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com prazo de até 8 anos para pagamento, sendo 2 anos de carência. As linhas de financiamento são facilitadas para produtores que adotem práticas sustentáveis nas propriedades, contando com limite de crédito de até R$ 1 milhão e taxa de juros de 5,5%, percentual que ficará ainda mais baixo no Plano Agrícola e Pecuário 2012/13: 5%.

De acordo com o gerente da fazenda, Anábio Ribeiro, a principal vantagem do programa é facilitar o acesso a linhas de crédito específicas. “Antes do ABC a taxa de juros mais baixa para intensificar a prática de iLPF na propriedade era de 6,75%. Até o processo para conseguir financiamento agora é menos burocrático. Em uma única operação posso financiar máquinas e compra de animais”, afirmou.

Outras análises

Em 2013, será implantado na Embrapa Meio Ambiente, no município de Jaguariúna (SP), um sistema de monitoramento das emissões de gases de efeito estufa, previstas no Plano ABC, do Governo Federal. Além de avaliar as propriedades financiadas pelo programa de crédito, as análises devem ser estendidas para medir como o Brasil está em relação às metas de reduzir a emissão desses gases – compromisso voluntário do Brasil feito durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), realizada em 2009, em Copenhagen, na Suíça.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
(61) 3218-3089/2203

Dia de Campo

Hoje, 300 produtores rurais e técnicos do setor agropecuário se reúnem na Fazenda Santa Brígida, próxima ao município de Ipameri (Goiás), para debater sobre o Programa de Agricultura de Baixo Carbono – ABC.

A Fazenda Santa Brígida é um exemplo de sucesso no quesito agricultura de baixo carbono, pois utiliza a técnica de integração lavoura-pecuária-floresta, que reduz a emissão de Gases do Efeitor Estufa (GEE). A dona da fazenda, Marize Porto, esteve na CNA, no dia 31 de janeiro, para falar de sua experiência.

Esse Dia de Campo vai promover o programa ABC e suas linhas de financiamento, em continuidade ao Projeto ABC Capacitação, promovido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica.