ABC é apresentado na 100ª Expofeira de Bagé

Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) foi apresentado pela Embrapa Pecuária Sul e Ministério da Agricultura

*Do MAPA

A Embrapa Pecuária Sul, vinculada do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, esteve presente na 100ª Expofeira de Bagé, no Rio Grande do Sul, no início de outubro, no Parque de Exposições Visconde de Ribeiro Magalhães.

Durante o evento, o MAPA apresentou o Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), que tem como objetivo  incentivar os produtores rurais a adotar técnicas agrícolas sustentáveis que reduzam a emissão dos gases de efeito estufa – gás carbônico (CO2), gás metano (CH4) e óxido nitroso.

A Embrapa Pecuária Sul também levou para a feira assuntos relacionados a Pecuária Sustentável no bioma Pampa (Projeto Pecus). Foi discutida a Recuperação e Melhoramento de Pastagens; Sistema de Sincronização de Cios com utilização de sêmen fresco; Funcionamento da Dinâmica Solo-planta e “Re-conhecimento” dos  Campos Sul-brasileiros.

Recuperação e Melhoramento de pastagens

A Embrapa deu destaque para as recomendações de manejo para a Recuperação e Melhoramento de Pastagens, com utilização de tecnologias, como ajuste de carga animal, altura da pastagem após pastejo, entre outras. Além deste tema, foi abordado o funcionamento da dinâmica solo-planta, em que o manejo adequado da pastagem propicia maior produtividade e longevidade, sem deixar de mencionar os importantes serviços ambientais.

O Re-conhecimento dos campos sul-brasileiros também foi abordado pela Embrapa que pretende lançar um novo olhar dos campos sulinos, com destaque para riqueza de espécies forrageiras nativas presentes do Bioma Pampa.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
(61) 3218-2203
imprensa@agricultura.gov.br

Ministério da Agricultura espera recorde de empréstimos para produção sustentável

Financiamentos do Programa ABC alcançaram R$ 1,5 bilhão no período 2011/12, superando em 76,47% a meta

*Do MAPA

O objetivo do segundo ano do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) foi cumprido com folga: com meta de atingir R$ 850 milhões entre julho de 2011 e junho de 2012, os empréstimos chegaram a R$ 1,5 bilhão. Para a nova safra, o Governo Federal espera liberar R$ 2 bilhões para financiar as práticas sustentáveis previstas pela iniciativa.

Os dois primeiros meses da nova safra já apresentam resultados expressivos. Do crédito rural destinado ao programa, foram liberados R$ 398,8 milhões em julho e agosto – ou 11,7% dos R$ 3,4 bilhões disponibilizados pelo Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013. O volume é 357% superior ao contratado nos mesmos meses de 2011 (R$ 87,3 milhões).

Na safra 2011/12, foram firmados mais de cinco mil contratos em todo o País. São Paulo, que recebeu R$ 314,2 milhões, foi o estado com o maior valor liberado, seguido por Minas Gerais (R$ 256 milhões), Paraná (R$ 188,9 milhões), Goiás (R$ 172,9 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 168,2 milhões). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aguardam as informações sobre essas propriedades que obtiveram empréstimos para divulgar os primeiros dados – exceto quanto à emissão de CO2 equivalente, pois o sistema de monitoramento está sendo finalizado pela Embrapa e deve ser implementado em 2013.

“Quanto mais conhecido se torna o programa, maiores serão nossas intenções futuras. Queremos que toda a verba disponível seja utilizada, mas é necessário que o produtor seja orientado sobre como apresentar os projetos para as instituições financeiras”, afirmou o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho. Ele se refere ao maior problema para a aprovação de empréstimos pelos bancos, que é a falta de conhecimento técnico para a elaboração das propostas.

Uma das estratégias do Mapa é incentivar as unidades da Federação a criarem grupos gestores. Além da elaboração dos planos estaduais de agricultura de baixa emissão de carbono, esses grupos orientam, por meio de seminários e cursos, o acesso ao crédito a partir da elaboração dos projetos. O trabalho é feito em parceira com estados e municípios na capacitação dos técnicos para levar as informações ao produtor.

Saiba mais
Diminuir a emissão de gases de efeito estufa foi um compromisso voluntário do Governo brasileiro firmado durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), realizada em 2009, em Copenhagen, na Dinamarca. A proposta envolve diversos ministérios, como o do Meio Ambiente (MMA) e do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Desde julho de 2011, as práticas financiadas são voltadas para a recuperação de pastagens degradadas, integração Lavoura-Pecuária-Floresta, sistema de plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, plantio de florestas e tratamento de dejetos animais. Todas são reconhecidas pela comunidade científica internacional como eficazes para a mitigação de gases de efeito estufa.

*MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(61) 3218-3089/2203

Primeira propriedade financiada pelo ABC é exemplo sustentável

*Do MAPA

Fazenda Santa Brígida, em Goiás, é exemplo de integração entre lavoura, pecuária e floresta

Primeira propriedade a obter linha de financiamento por meio do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), em julho de 2011, a Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, Goiás, é um dos principais exemplos na prática da integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) do país. Além dos ganhos de produtividade, a fazenda deixa de emitir, aproximadamente, 2,6 mil toneladas de gás carbônico equivalente por ano.

“O crédito oferecido à propriedade auxiliou esse resultado, como também tem ajudado produtores de todo o País. É necessário ainda destacar que as mudanças ocorridas na fazenda de Ipameri relativas aos métodos de produção só foram possíveis devido às orientações dadas por pesquisadores da Embrapa”, explicou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho.

Os dados divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Cerrados (Embrapa) mostram que a propriedade – que utiliza o método de iLPF há seis anos – gera lucros. Na safra 2011/12, foram produzidas 14,5 mil sacas de soja, 25,5 mil sacas de milho e 5,2 toneladas de silagem. O hectare de pastagem rende em torno de R$ 500, enquanto antes de adotar práticas sustentáveis não passava de R$ 100.

Outros sistemas que reduzem a emissão de CO2 na atmosfera também são utilizados, como a fixação de nitrogênio no solo. A prática utilizada para este fim é o Sistema Santa Brígida, criado pela Embrapa, um consórcio das culturas de milho, braquiária e feijão guandu anão. Além dos benefícios ambientais, ainda há a vantagem da renovação constante do pasto, o que faz o rebanho engordar apenas com capim.

A fazenda tem uma área total de 922 hectares, dos quais 450 correspondem ao cultivo de grãos no sistema integração Lavoura-Pecuária (iLP) ou agropastoril. A primeira experiência com plantio de eucalipto em iLPF na propriedade foi na safra de 2008/2009, em aproximadamente quatro hectares. Em razão do surpreendente desenvolvimento das árvores, ampliou-se a área com este sistema em mais 55 hectares nas safras posteriores, com média de 700 árvores por hectare, principalmente, em razão do cultivo de duas safras de grãos nos dois primeiros anos entre as fileiras de árvores. Atualmente são contabilizadas cerca de 40.000 árvores de eucalipto no local. Se a safra for vendida como lenha, a forma menos valorizada do mercado, o lucro será de R$ 1 mil por hectare.

Segundo relatório elaborado por pesquisadores da Embrapa Cerrados, a mitigação da emissão de gases de efeito estufa (GEE) pode ser relacionada ao incremento da matéria orgânica (carbono) do solo; à maior produção forrageira durante o ano todo; à incorporação de árvores no sistema produtivo; e à redução da idade de abate dos bovinos.

Programa ABC

Parte do trabalho realizado só foi possível a partir do empréstimo de R$ 780,3 mil reais feito a partir do Programa ABC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com prazo de até 8 anos para pagamento, sendo 2 anos de carência. As linhas de financiamento são facilitadas para produtores que adotem práticas sustentáveis nas propriedades, contando com limite de crédito de até R$ 1 milhão e taxa de juros de 5,5%, percentual que ficará ainda mais baixo no Plano Agrícola e Pecuário 2012/13: 5%.

De acordo com o gerente da fazenda, Anábio Ribeiro, a principal vantagem do programa é facilitar o acesso a linhas de crédito específicas. “Antes do ABC a taxa de juros mais baixa para intensificar a prática de iLPF na propriedade era de 6,75%. Até o processo para conseguir financiamento agora é menos burocrático. Em uma única operação posso financiar máquinas e compra de animais”, afirmou.

Outras análises

Em 2013, será implantado na Embrapa Meio Ambiente, no município de Jaguariúna (SP), um sistema de monitoramento das emissões de gases de efeito estufa, previstas no Plano ABC, do Governo Federal. Além de avaliar as propriedades financiadas pelo programa de crédito, as análises devem ser estendidas para medir como o Brasil está em relação às metas de reduzir a emissão desses gases – compromisso voluntário do Brasil feito durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), realizada em 2009, em Copenhagen, na Suíça.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
(61) 3218-3089/2203

MT: Rondonópolis e Querência recebem curso de capacitação de multiplicadores do Plano ABC

Trabalho conjunto entre Mapa, Embrapa e Governo Estadual objetiva promover práticas para reduzir a emissão de CO2 no campo

Rondonópolis e Querência/MT


Aumentar o número de produtores rurais que utilizem técnicas sustentáveis é uma das principais metas do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Governo Federal. Para atingir esse objetivo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) trabalham em conjunto para capacitar multiplicadores do plano nos Estados. Os próximos compromissos para atingir esse objetivo serão em Rondonópolis e Querência, no Estado do Mato Grosso, entre os dias 18 e 21 de setembro, em uma ação conjunta com o Governo Estadual.

Entre os dias 18 e 19 de setembro, o curso “Capacitação de Multiplicadores do Plano ABC” acontece em Rondonópolis, no Sindicato Rural do município. Já nos dias 20 e 21 do mesmo mês o evento será em Querência, na Câmara Municipal de Vereadores.

Para auxiliar implementação dos projetos financiados pelo ABC nas propriedades rurais, o Mapa trabalha na criação dos Grupos Gestores Estaduais (21 ao todo), com o objetivo de auxiliar na divulgação e implementação da proposta nas unidades da Federação.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do ministério, Erikson Chandoha, o principal desafio para que o produtor tenha acesso ao crédito oferecido pelo Programa ABC – coordenado pelo Mapa e inserido dentro do plano federal – é a elaboração dos projetos, principalmente devido à falta de assistência técnica. “Por isso o Governo Federal está trabalhando em parceira com os Estados e os municípios na capacitação dos técnicos: para levar as informações ao produtor”, explicou.

No curso de formação, serão explicadas as tecnologias financiadas pelo Governo, como a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF). O público alvo são técnicos, extensionistas, projetistas e estudantes das áreas de Agronomia, Engenharia Florestal, Veterinária, Zootecnia e Engenharia Ambiental.

Para mais informações e para se inscrever nos cursos, entre em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do Estado do Mato Grosso (Sedraf): (65) 3613-6238/6237 ou pelos e-mails: bcuzziol@sedraf.mt.gov.br e wilson_pereira@sedraf.mt.gov.br.

Conheça o programa
O Plano ABC faz parte das ações governamentais para estimular a redução das emissões de carbono no setor agropecuário, como forma de cumprir os compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência do Clima da ONU (COP 15). Ele baseia-se em tecnologias como o sistema de plantio direto, recuperação de pastagens degradadas, fixação biológica de nitrogênio no solo, plantação de florestas comerciais e tratamento de resíduos de animais.

Para a Safra 2012/2013, o programa terá R$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito. A taxa de juros para o período diminui em relação à safra anterior, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial. O prazo para pagamento é de 5 a 15 anos – com até 8 anos de carência –, e o limite de financiamento é de R$ 1 milhão.

Acesse o portal www.agricultura.gov.br/abc

Fonte: Mapa

Ministério da Agricultura abre inscrições para Seminário do Programa ABC em outubro

No dia 18 de outubro, o Ministério da Agricultura vai realizar um Seminário do Programa ABC em Pato Branco, no Paraná. São 300 vagas para empresários rurais da região sudoeste do Paraná e profissionais que atuam no setor agropecuário.

Programação prevista:

8h – distribuição do material
8h30  – abertura (abertura: representantes das instituições envolvidas)
9h – Palestra: Programa ABC (palestrante: a definir. Sugestão: Elvison Nunes Ramos – SDC/MAPA)
9h50 – intervalo para café
10h15 – Sistema de Plantio Direto (palestrante sugerido: Calegari – Eng. Agr. Iapar Londrina-PR)
12h – intervalo almoço
13h30 – Palestra: Integração Lavoura Pecuária (palestrantes sugeridos Dr. Laércio Ricardo Sartor – Eng. Agr.
Professor UTFPR Dois Vizinhos-PR / Dr. Anibal de Moraes – Eng. Agr. Professor UFPR Curitiba/PR /
Tangriani Simioni Assmann – Eng. Agr. Professora UTFPR Pato Branco)
15h – intervalo para café
15h25 – Manejo de dejetos/biodigestores (palestrante sugerido: técnicos da Itaipu Binacional)
16h50 – Palestra: Programa ABC – Linhas de crédito (palestrante: Cristiano Rafael Massing – Eng. Agr. Banco do Brasil)
17h30 – Questionamentos gerais e encerramento

Serviço: Seminário ABC
Local: Auditório Principal UTFPR – Pato Branco/PR
Público alvo: Empresários Rurais da região Sudoeste do PR e Profissionais que atuam no setor agropecuário
Número estimado de participantes: 300
Organização: MAPA
Instituições parceiras: Sociedade Rural de Pato Branco, Prefeitura Municipal de Pato Branco, FAEP/SENAR

Técnicos são treinados nas práticas do Plano ABC

* Do MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento realiza até amanhã, dia 24 de agosto, em Formosa (GO), o V Curso de Tecnologias para uma Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC). Participam do treinamento cerca de 40 profissionais do serviço oficial e privado de assistência técnica, na sede do Sindicato Rural de Formosa.

De acordo com o coordenador do curso, Arnaldo Bonfim, da Secretaria de Estado da Agricultura de Goiás, o curso servirá para conscientização dos participantes dos benefícios de se fazer uma agricultura nos moldes do Plano ABC para que seja possível atingir as metas estabelecidas pelo Governo Federal para redução da emissão de gases do efeito estufa no campo. Os instrutores do treinamento são professores da Escola de Agronomia e de Alimentos, da Universidade Federal de Goiás e também pesquisadores da Embrapa Cerrados.

Durante o encontro, foram apresentados três casos de sucesso de agricultores que praticam a agricultura sustentável nos municípios goianos de Piracanjuba, Cachoeira Dourada e Ipameri. Nesses casos, foram desenvolvidos trabalhos no sistema de integração lavoura-pecuária-floresta, além de confinamento de bovino e plantio direto.

*MAPA – Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento
(61) 3218 2203
inez.podesta@agricultura.gov.br

Plano ABC foi tema no Congresso de técnicos de fiscalização

* Do MAPA

Técnicos ouviram o detalhamento do Plano de Agricultura de Emissão de Carbono

Os técnicos de fiscalização federal ouviram nesta semana o detalhamento do Plano de Agricultura de Emissão de Carbono (Plano ABC) apresentado pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (SDC/Mapa), Erickson Camargo Chandoha. Os participantes estão reunidos nessa semana no V Congresso Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária, em Uberlândia (MG).

De acordo com o Chandoha, o plano prioriza o crédito rural, a transferência de tecnologia, regularização ambiental e fundiária, assistência técnica e extensão rural, disponibilização de insumos, produção de mudas, entre outros. “Porém, de nada adianta os investimentos no setor, se não tem capacitação. É preciso preparar o produtor para as novas tecnologias”, pontuou o secretário.

As perspectivas para o Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 também foram proferidas por Wilson Vaz, diretor do Departamento de Crédito da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
(61) 3218 2203 / 2204

Em busca de informações sobre o plantio de árvores

O Auditório do prédio da CNA, em Brasília, estava lotado na manhã de hoje, 31 de julho. Eram produtores e dirigentes do setor rural, participantes do 7º Seminário de incentivo ao cultivo de eucalipto no Distrito Federal e Entorno, em busca de informações. O evento foi realizado pela R&S Florestal, com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal – FAPE-DF.

A programação reservou um espaço específico para que os produtores pudessem conhecer e discutir a utilização da árvore nas técnicas de agricultura de baixo carbono. “O programa ABC trabalha com tecnologias validadas e reconhecidas internacionalmente. Temos condições de aumentar a produtividade sem derrubar nenhuma árvore, sem entrar em áreas com vegetação nativa. A missão do Ministério da Agricultura é promover o desenvolvimento sustentável e o Programa ABC é um dos caminhos para alcançar este objetivo”, disse Elvison Nunes Ramos, Coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos do MAPA.

O papel do produtor rural

“A grande estrela do Programa ABC é o produtor rural. Precisamos evoluir na questão da reserva de carbono, mas o produtor ainda não vê isso como algo rentável. Estamos trabalhando para que essa visão mude”, contou o representante do Ministério da Agricultura, Elvison Nunes Ramos.

Segundo Elvison Nunes Ramos, o Ministério da Agricultura fez um estudo e detectou que a falta de conhecimento do produtor rural é um dos principais fatores que impedem a adoção das técnicas de agricultura de baixo carbono em mais propriedades rurais.  “A CNA também identificou essa necessidade de capacitar técnicos e produtores rurais. Por isso, fez uma parceria com a Embaixada Britânica para difundir a capacitação. Esse Projeto ABC Capacitação contou com o nosso apoio, do Ministério da Agricultura”, afirmou.

Para difundir as técnicas de agricultura de baixo carbono, o Ministério da Agricultura está implantando Grupos Gestores do ABC nos Estados. Já foram implantados esses grupos em 18 Estados brasileiros.

As técnicas da Agricultura de Baixo Carbono

O Ministério da Agricultura estabeleceu metas a serem cumpridas dentro do Programa de Agricultura de Baixo Carbono e, consequentemente, alcançar o objetivo de reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE).

Veja abaixo o quadro com as metas:

 “Temos a meta de recuperar 15 milhões de hectares de pastagens no Brasil até 2020. Com a implantação dos Grupos Estaduais, estamos prevendo superar essa meta. Com o Sistema de floresta plantada pretendemos produzir 10 milhões de toneladas de carbono. A produção de eucalipto e outras espécies são fundamentais para alcançarmos os objetivos firmados pelo Governo Federal”, disse Elvison Nunes Ramos, Coordenador de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos do MAPA.

No final do evento, os participantes ganharam mudas de eucalipto.

Programa ABC empresta R$ 1,5 bilhão na safra

As contratações de financiamento registradas por meio do Programa ABC, que incentiva a adoção de boas práticas pelos agricultores brasileiros, somaram R$ 1,5 bilhão, entre julho de 2011 e junho deste ano.

Os produtores da Região Sudeste foram os que mais buscaram os recursos disponibilizados pelo governo, com juros mais baratos, para financiar a lavoura, em um total de R$ 611,28 milhões.

Na sequência, estão a Região Sul, com R$ 401,1 milhões, e a Centro-oeste, com R$ 348,2 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, dia 25 de julho, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e referem-se ao mês de junho.

No sudeste, São Paulo lidera o ranking dos estados com um total de mil contratos firmados junto às instituições financeiras e R$ 314,2 milhões de desembolsos.

Depois de São Paulo, os destaques são Minas Gerais, com R$ 256 milhões, Paraná, com R$ 188,9 milhões e 849 contratos, Goiás, com R$ 172,9 milhões e 473 contratos, e Rio Grande do Sul, com desembolsos de R$ 168,21 milhões e 685 contratos.

Fonte: DCI

Região Sudeste é a que mais busca financiamento do Programa ABC

* Do MAPA


As contratações de financiamentos registradas por meio do Programa ABC, que incentiva a adoção de boas práticas pelos agricultores brasileiros, somaram R$ 1,5 bilhão, entre julho de 2011 e junho deste ano. Os produtores da região Sudeste foram os que mais buscaram os recursos disponibilizados pelo Governo, com juros mais baratos, para financiar a lavoura, em um total de R$ 611,28 milhões.

Na sequência, estão o Sul, com R$ 401,11 milhões, e o Centro-Oeste, com R$ 348,29 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, dia 25 de julho, pelo Mapa e referem-se à movimentação de junho. No Sudeste, São Paulo lidera o ranking dos estados com um total de mil contratos firmados junto às instituições financeiras e R$ 314,22 milhões de desembolsos. Depois de São Paulo, os destaques são Minas Gerais, com R$ 256,05 milhões, o Paraná, com R$ 188,95 milhões de desembolsos e 849 contratos, Goiás, com R$ 172,91 milhões e 473 contratos, e o Rio Grande do Sul, com desembolsos de R$ 168,21 milhões e 685 contratos firmados. A avaliação das contratações do crédito agrícola é atualizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Para o ano safra 2012/13, o ministro Mendes Ribeiro Filho anunciou mais recursos para o programa, reforçando o compromisso de fortalecer a agricultura sustentável no país. Ao todo, estão disponibilizados R$ 3,4 bilhões para o setor. Além do aumento do volume de recursos, o produtor gastará menos na contratação do financiamento, por conta da redução na taxa de juro, de 5,5% para 5% ao ano, a menor fixada para o crédito rural destinado à agricultura empresarial. O Plano Agrícola e Pecuário foi lançado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro Mendes Ribeiro no final de junho deste ano.

*Assessoria de Comunicação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento