Com a palavra, o Embaixador


Nesta semana, conversamos com Alan Charlton, Embaixador Britânico no Brasil desde dezembro de 2008. O Embaixador é “Chefe de Missão no Brasil”  e é responsável pela promoção dos interesses britânicos e  entrega de serviços públicos no Brasil. Foi com o apoio da Embaixada Britânica que a CNA promoveu série de seminários para capacitação do Programa de Agricultura de Baixo Carbono.

BLOG: Durante a capacitação do Projeto ABC, no dia 31 de janeiro, o que mais chamou a atenção dos representantes da Embaixada Britânica que participaram do evento?

Embaixador Alan Charlton: O engajamento dos mais variados setores relacionados à agricultura nas capacitações. Não apenas o número de participantes, que excedeu em muito as expectativas iniciais. Foi muito interessante, ainda, ver que representantes do governo federal, produtores, técnicos rurais e representantes de instituições financeiras estiveram presentes e participaram ativamente das discussões.

 Ficamos contentes também em saber que o projeto está proporcionando um aumento na procura por financiamento por meio da linha de crédito do ABC. Acreditamos que ações como essas são fundamentais na construção de um modelo produtivo sustentável.  

BLOG: O Governo Britânico, parceiro da CNA no Projeto ABC Capacitação, já demonstrou que acredita ser possível produzir alimentos e preservar o meio ambiente ao mesmo tempo. Como funciona a relação entre produção e preservação no Reino Unido? Existem leis regulamentadoras?

Embaixador Alan Charlton: No Reino Unido, uma das formas escolhidas para trabalhar ações de redução de emissões do setor agrícola foi por meio da criação de uma aliança entre o setor privado e o governo, para desenvolver diretrizes para cada ramo da agricultura. Chamados em inglês de “roadmaps”, esses documentos detalham cada fase produtiva, da fazenda à indústria, e como é possível reduzir emissões em cada uma delas.

Além disso, as políticas públicas para garantir uma agricultura de baixo carbono foram desenvolvidas com participação dos produtores e dos consumidores. A compreensão é que sem atingir toda a cadeia produtiva, as medidas não serão efetivas.

O setor agropecuário negociou um plano de ação cujo principal objetivo é atingir uma redução de 3 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2eq.) entre os anos 2018 e 2022 apenas na Inglaterra, ou seja, excluindo a Escócia, a Irlanda do Norte e o País de Gales. Ainda que excluídas das metas de redução até 2020 como compromisso internacional, as metas da agricultura representam um montante de emissões quase duas vezes maior ao lançado à atmosfera, a cada ano, pela cidade de Londres. Potencialmente, o objetivo poderá ser expandido para todo o país, atingindo-se um total de 4.5 milhões de tCO2eq.

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