País construiu poupança verde com tecnologia e defesa agropecuária

* Do Ministério da Agricultura

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O Brasil construiu uma “poupança verde” à custa de investimento em tecnologia e em defesa agropecuária, disse a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), ao destacar os benefícios do Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono).

A ministra esteve na capital catarinense nessa segunda-feira (22) para divulgar o Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016, lançado no último dia 2. Durante abertura do 7º Congresso Brasileiro de Soja, Kátia Abreu lembrou que, para aderir ao Plano ABC, o produtor deve investir em recuperação de pastagens.

“Se hoje produzíssemos mais de 200 milhões de toneladas com a tecnologia que tínhamos 20 anos atrás, precisaríamos do dobro de área desmatada”, assinalou. “Construímos uma bela poupança verde à custa de tecnologia e defesa agropecuária”, completou.

Linha atrativa
Na próxima safra, o programa disponibilizará R$ 3 bilhões a taxas que variam de 7,5% a 8%. De acordo com a ministra, a linha de crédito é atrativa para a compra de máquinas.

“O Plano ABC também é muito atrativo para a compra de máquinas. O programa requer reforma de pastagens, mas não exclui a possibilidade de compra de bovinos, por exemplo, desde que o produtor reforme suas pastagens. Muitas vezes as pessoas não se atentam para a grandeza e para o quanto esse programa é importante”, afirmou Kátia Abreu.

Além do ABC, o produtor que precisa de crédito para comprar máquinas e equipamentos pode lançar mão do Moderfrota e do PSI Rural, que nesta safra oferecerão R$ 10 bilhões sem limite por beneficiário.

Kátia Abreu afirmou aos agricultores catarinenses que o governo deu “atenção especial” a esses programas porque o investimento em máquinas e implementos afeta diretamente a produtividade no campo.

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Espécies arbóreas modificam microclima em sistemas integrados

* Da Embrapa

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Foto: Eliana Cezar

A escolha das espécies, nativas ou exóticas, assim como o arranjo espacial das árvores, influencia nas variações microclimáticas dos sistemas integrados em regiões tropicais, como o Cerrado brasileiro. Essas são as primeiras constatações de pesquisas conduzidas pela Embrapa, em Campo Grande (MS), referentes à ambiência e ao conforto térmico animal. Os resultados indicam que os sistemas com menor densidade de árvores, com no mínimo 22 metros de espaçamento entre fileiras de eucalipto, e espécies nativas dispersas aleatoriamente na pastagem (média de cinco árvores por hectare), são capazes de garantir o fornecimento de sombra em quantidade e qualidade suficientes e adequadas aos animais.

“Nem toda sombra é igual, as características intrínsecas de cada espécie, como porte, tipo de copa, forma e coloração das folhas. influenciam na sombra ofertada, sendo que a área ideal para regiões tropicais é de 10 m2 de sombra por animal. As árvores nativas testadas, cumbaru e cambará, apresentaram resultados interessantes do ponto de vista bioclimático, como maior projeção de sombra, devido às folhas largas e à copa globosa. O eucalipto, por sua vez, com copa em formato elipsoide (ou cone), oferece sombra mais localizada, porém de qualidade superior, pois bloqueia maior quantidade de radiação solar”, confirma Fabiana Villa Alves, pesquisadora da Empresa, que desde 2010 é uma das responsáveis por esses estudos.

Atualmente, os índices utilizados para verificação se o animal está ou não em estresse térmico foram determinados em regiões de clima temperado e com bovinos da raça taurina, situações distintas das condições de pecuária tropical. Diante disso, para a especialista, ainda há muito a estudar sobre conforto térmico. Essas primeiras conclusões estão na tese de mestrado de Nivaldo Karvatte Júnior, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), coorientado por Alves.

Sombra, umidade e temperatura na medida certa

Os ensaios demonstram que, no final do inverno, em setembro, ao sol, a temperatura do ar chegou a ter picos de 43,5oC, 39,4oC e 37,8oC em três combinações – sistemas com menor densidade (22 metros entre renques); árvores nativas; maior densidade (14 metros). Contudo, à sombra e na mesma ocasião, o ambiente menos adensado foi capaz de reduzir em 8,9oC a temperatura; seguido pelo das espécies silvestres, 6,3oC; e do mais adensado, 3,1oC.

As nativas ofereceram maior quantidade de sombra às 9 e às 15 horas. A incidência de radiação solar é elevada entre às 10 e 16 horas. O mesmo padrão de sombreamento encontrou-se para o eucalipto. Quanto à umidade relativa do ar (UR), ao sol, os menores valores foram 15,2%, 18,9% e 20,4% para os ambientes menos adensados, com nativas e mais adensados, respectivamente. Já à sombra, os índices foram 22%, 23,2% e 23,6%, conforme Alves e Karvatte Junior.

Os registros de temperatura do ar ao sol, em determinados momentos, foram superiores ao considerado crítico, 35oC, para a raça zebuína, que compõe 85% do rebanho nacional, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC). Os índices de umidade relativa também não estão na faixa de UR confortável, 60% a 70%, mas são números significativos quando os dados mais recentes sobre conforto bovino, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET/2013), enquadram o Cerrado em situações de alerta e atenção. Tal dimensionamento criterioso do número de árvores (densidade) em integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é capaz de mudar o status de alerta para atenção em uma região.

“Não se integra árvores em sistemas pastoris pensando somente no bem estar e no conforto térmico. Deve-se buscar um equilíbrio entre o que é bom para o animal, para o pasto e para a própria árvore”, enfatiza Alves. Para ela, um ambiente muito denso, que privilegie somente o componente arbóreo, trará problemas à pastagem e ao animal. Neste caso, “cria-se uma atmosfera abafada, um bolsão de calor, com pouca circulação de vento e alta umidade. Ao invés de beneficiar o animal, acaba prejudicando seus mecanismos termorreguladores”.

Desempenho de pastos e novilhas

Os sistemas com menores densidades de eucaliptos (22 metros) e com árvores nativas, destacaram-se também em relação ao desempenho de novilhas Nelore em pasto. “Tivemos maior disponibilidade de forragem, média de 3,94 t/ha de matéria seca, proporcionando maior taxa de lotação, 3,16 animais/ha, e maior ganho de peso vivo animal por área, 235 kg/ha. A inclusão do componente arbóreo e a alteração do microclima favoreceram o bem estar e a produtividade animal e a qualidade da forragem”, avalia Roberto Giolo de Almeida, doutor em forragicultura e pastagens. Um dos maiores receios dos produtores na inserção arbórea é manter índices de produção semelhantes ao ambiente não arborizado.

O pesquisador explica que no tratamento com 14 metros de espaçamento entre fileiras de eucalipto, árvore e pasto competem por luz. Individualmente, os bovinos ganham peso, tem à disposição forragem de melhor valor nutritivo e estão em conforto térmico, mas a produção total cai, principalmente, pelo efeito do sombreamento. A taxa de lotação fica em 2,14 animais/ha e o ganho de peso vivo em 168 kg/ha. Para o pecuarista focado em obter mais madeira que carne é recomendado.

Os testes foram realizados durante a época de chuvas (dezembro, janeiro e fevereiro). Após sete anos, essas são as impressões iniciais e os passos a seguir serão as avaliações dos componentes animal, forrageiro e florestal, após o desbaste das árvores no oitavo ano de implantação dos sistemas, que consiste na retirada de algumas árvores, como fonte de renda e estratégia de diminuição do sombreamento para melhor desempenho forrageiro e animal até o final do ciclo, 12 anos. Os estudos são acompanhados pelos estudantes de mestrado Érick Lemes Gamarra e Caroline Carvalho de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal dos Vale do Jequitinhonha e Mucuri, respectivamente, coorientados por Almeida.

Refinamento de parâmetros

A fazenda Boa Aguada, localizada em Ribas do Rio Pardo é a pioneira em Mato Grosso do Sul a implementar os sistemas silvipastoris, em 2006. Só de florestas de eucalipto são dois mil hectares, comercializados para produção de carvão, celulose e serrarias da região. “Observarmos ganhos de peso similares e até melhores em relação a áreas com pastagem solteira, mas não há muitas referências sobre espaçamentos adequados, no qual se pode analisar o comportamento do capim empregado em relação ao crescimento de árvores”, pondera o engenheiro florestal Moacir Reis, gerente agroflorestal do Grupo Mutum, o qual a propriedade pertence.

Nessa área, pesquisadores da Embrapa testarão em cerca de 50 hectares silvipastoris, com braquiária e eucalipto, seis tratamentos. Além dos parâmetros microclimáticos, serão realizadas avaliações fisiológicas, comportamentais e de desempenho dos animais (nelore em recria), do componente arbóreo e da pastagem, e de solo.

“Pelos dados que coletamos, arriscamos afirmar que o espaçamento ideal para espécies exóticas, como o eucalipto, em sistemas ILPF no Cerrado, será acima de 26 metros”, sugerem os pesquisadores envolvidos, que nos próximos três anos coletarão, sistematicamente, dados nos 50 hectares. Para Moacir, quanto mais refinadas as informações, melhores os resultados para o ambiente. “O consórcio evita a variação brusca de temperatura, gerando um conforto térmico aos animais, principalmente no verão intenso da nossa região e no inverno, com geadas e quedas bruscas de temperaturas”.

As árvores nativas têm crescimento demorado, enquanto o eucalipto está no auge entre cinco e sete anos. Muitas vezes, as nativas não são utilizadas como produto madeireiro ou extração de óleos essenciais, objetivos principais da opção pela exótica. Entretanto, fornecem frutos para a alimentação animal, atraem a fauna, aumentando a biodiversidade, e, se forem leguminosas, melhoram a qualidade do solo. “Não há um conceito de que uma é melhor que a outra. Uma modifica o ambiente diferente da outra e o produtor deve escolher, antes de tudo, de acordo com as características de clima e solo mais adequadas a cada espécie e também o mercado consumidor final do produto madeireiro. Não existe receita de bolo, e para cada propriedade e/ou região existem diferentes possibilidades, daí a necessidade de um bom planejamento”, conclui a zootecnista Fabiana Alves.

Congresso Mundial sobre ILPF

De 12 a 17 de julho, Brasília vai sediar o Congresso Mundial sobre Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta. Os maiores especialistas do mundo em intensificação sustentável se reunirão para apresentar trabalhos científicos e debater questões como aumento da produção mundial de alimentos, mudanças climáticas e sustentabilidade ambiental. Mais informações em:

Embrapa Gado de Corte
E-mail: gado-de-corte.imprensa@embrapa.br
Telefone: (67) 3368-2144

Na Amazônia, Projeto Biomas desenvolve pesquisa com integração entre agropecuária e floresta

* Do Canal do Produtor

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Dia de Campo do Projeto Biomas na Amazônia: pesquisadores apresentam seus experimentos / Fotos: Gustavo Fröner

Há 20 anos, Walter Müller é pecuarista no Estado do Pará. Hoje cria aproximadamente 2.500 cabeças de gado. Em 2013, esteve na Fazenda Santa Brígida, em Ipameri, no Estado de Goiás. Ficou impressionado com o sistema de integração entre Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) implantado por lá. Foi quando Walter Müller procurou uma unidade da Embrapa Amazônia Oriental, localizada em Marabá, no Pará.

“Cheguei lá perguntando quem poderia me ajudar a implantar a integração entre lavoura, pecuária e floresta. O técnico me respondeu que a Embrapa estava procurando uma propriedade rural para fazer experimentos do Projeto Biomas na Amazônia. Respondi que aceitaria ceder uma parte da minha propriedade para todos os experimentos, mas que o primeiro deles deveria ser a integração do ILPF”, contou o pecuarista.

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Walter Müller, proprietário da Fazenda Cristalina, onde estão os experimentos do Projeto Biomas na Amazônia

Foi assim que o Projeto Biomas instalou suas pesquisas na Fazenda Cristalina, localizada há 100 quilômetros de Marabá, no Pará. “Em dezembro de 2013, nós plantamos o Eucalipto para começar a o experimento com o sistema integrado entre lavoura, pecuária e floresta. Em março e julho de 2014, plantamos o milho. Colhemos entre 50 e 70 sacas por hectare. Em dezembro de 2014, plantamos soja. A colheita foi de 50 sacas por hectare. A venda das colheitas já pagaram todos os custos com a plantação do eucalipto e custos de maquinário e mão-de-obra. A previsão é plantar milho novamente em dezembro de 2015. Juntamente com o milho, colocaremos a semente de capim para vir a pastagem”, explicou Roni de Azevedo, agrônomo e pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, que atua no Projeto Biomas e é responsável pelo experimento de integração lavoura-pecuária-floresta na Fazenda Cristalina.

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Roni de Azevedo, pesquisador do Projeto Biomas na Amazônia

Ele explicou que, com a colheita do milho em abril de 2016 e o pasto pronto, o gado do poderá ser manejado para a área do experimento em maio de 2016. “Aqui na região do Pará, os pecuaristas costumam colocar de 2 a 4 unidades animais por hectare. Com o eucalipto e o preparo da área, esperamos incluir mais de 5 unidades animais por hectare”, fala Roni de Azevedo.

O sistema de integração entre lavoura, pecuária e floresta traz benefícios para o produtor rural. Além de aumentar a quantidade de animais em menor espaço, o gado engorda mais e a sombra da árvore ainda proporciona bem estar animal. “Ou seja, eu ganho com a engorda do gado e ainda faço o reflorestamento da minha área. Além disso, as colheitas já pagaram grande parte do meu investimento nesse sistema ”, diz Walter Müller.

O pecuarista está animado com os resultados e não se arrepende de ter cedido parte da sua fazenda para os pesquisadores do Projeto Biomas. Walter Müller emprestou 35 hectares de sua propriedade rural para o Projeto Biomas, onde foram instalados 22 projetos de pesquisa com árvores. Seis desses projetos foram mostrados no Dia de Campo do Projeto Biomas na Amazônia, realizado na última sexta-feira, 19 de junho.

A utilização do Eucalipto
O Eucalipto é o tipo de árvore mais utilizado nos sistemas de integração entre lavoura-pecuária-floresta em todo o Brasil. “O eucalipto já tem material genético específico. Ele se adapta bem em todos os biomas. Pensamos em utilizar paricá ou outra nativa da Amazônia para implantar o sistema de integração lavoura – pecuária – floresta aqui no Pará, mas o risco era grande”, explica Alexandre Mehl Lunz, Coordenador Regional do Projeto Biomas na Amazônia.

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Gustavo Curcio, Coordenador Nacional do Projeto Biomas pela Embrapa

Gustavo Curcio, Coordenador Nacional do Projeto Biomas pela Embrapa, comenta que o sistema de integração-lavoura-pecuária-floresta tende a ser ainda mais utilizado nas propriedades rurais do Brasil devido ao ganho econômico e ambiental que gera aos produtores. “Entretanto, no bioma Caatinga ainda precisamos de mais tempo de pesquisa. Lá os sistemas integrados ainda não estão bem desenvolvidos devido às especificidades da região”, diz o coordenador do Projeto Biomas.

O eucalipto gera renda ao produtor. Sua madeira é responsável pelo abastecimento da maior parte do setor industrial de base florestal. Da madeira de eucalipto, atualmente, se produzem por ano, no setor de celulose, 5,4 milhões de toneladas de celulose, representando mais de 70% da produção nacional. Outro número impressionante é o setor de carvão vegetal, com uma produção anual de 18,8 milhões de m³.

Sobre o Projeto Biomas
O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos.

Os estudos estão sendo desenvolvidos nos 6 biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.

O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto e John Deere. Na Amazônia, o Projeto Biomas conta com o apoio da Embrapa Amazônia Oriental, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – UNIFESSPA, Instituto Federal de Ciências e Tecnologias do Pará, EMATER-PA, Ideflor-Bio, Universidade Federal Rural da Amazônia – UFRA, Universidade do Estado do Pará.

Coordenação de Comunicação Digital da CNA
(61) 2109-1382
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Alta de juros trará impactos para demanda do Programa ABC

* Do Observatório ABC

A alta nas taxas de juros para o Plano Agrícola Pecuário (PAP) 2015/16, anunciado no dia 2 de junho pela presidente Dilma Rousseff e a ministra da Agricultura Kátia Abreu, impactará fortemente a demanda pelos recursos do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), avaliou Fernanda Casagrande Rocha, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). “É esperada uma queda no desembolso do Programa com a nova taxa, assim como todo crédito de investimento. Isso reflete o cenário econômico do setor”.

A elevação nas taxas de juros afetou grande parte das linhas de financiamento rural e, no caso do ABC, juros que antes variavam de 4,5% a 5%, agora ficarão em 7,5% para produtores aderidos ao Programa de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) e 8% para os demais produtores. Segundo Casagrande, o aumento dos juros para o Programa ABC é consequência da inflação elevada e maiores custos de insumos, o que terá um impacto direto para o produtor rural.

Uma das vantagens do Programa ABC nos anos-safra anteriores esteve em manter juros sempre abaixo de linhas concorrentes como o Pronamp, o que favorece a captação de recursos pelos produtores rurais. Para o PAP 2015/16, ambas as linhas de financiamento terão taxas de 7,5%.

Para Casagrande, outro impasse será o processo de obtenção do crédito via Programa ABC, muito mais trabalhoso comparado ao Pronamp. “O Programa ABC exige o desenvolvimento de um projeto técnico, regularização ambiental e associação da atividade a ser financiada com a redução de emissões de gases do efeito estufa na agropecuária”. Nesse sentido, de acordo com Casagrande, produtores que acessariam o Programa ABC possuem mais incentivo a optar pelo Pronamp, o qual apresenta um processo com menos custos de transação.

O papel da sociedade civil

Uma das propostas de destaque para o documento de revisão do Plano ABC, organizado pelo Observatório ABC, se refere a dar melhores condições de financiamento ao Programa ABC. Sem isso, segundo Casagrande, haverá o risco da perda de informação sobre os recursos e ficará mais difícil reportar os resultados e metas associados ao Plano ABC e, consequentemente, o compromisso voluntário de redução das emissões assumido pelo Brasil. “A sociedade civil tem o papel de acompanhar essa agenda”, ressaltou.

Outra novidade no novo Plano Agrícola foi o aumento de 20% no volume de recursos para a agricultura. No entanto, os investimentos no Programa ABC caíram de R$ 4,5 bilhões, no Plano 2014/15, para agora R$ 3 bilhões. Para Casagrande, além do ajuste no orçamento, a queda de recursos para o ABC pode ser uma consequência da demanda pela linha, que não chegou a alcançar o total da oferta. “Nos anos safras passados, o montante disponibilizado era sempre maior do que os recursos tomados pelos produtores”.

Contudo, Casagrande ressalta que a alteração não deverá ter grandes impactos para os produtores. “Ainda há bastante recurso a ser acessado”. Foram estipulados, ainda, limites maiores para o financiamento de florestas plantadas pelo Programa ABC. A aposta no setor, segundo Casagrande, veio da “possibilidade de promoção da técnica integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), que apresenta resultados positivos nos aspectos econômicos, ambientais e sociais”.

Observatório faz sugestões para revisão do Plano ABC

* Do Observatório ABC

GVAGRO-KATIA ABREU/PRINTRIO

GVAGRO-KATIA ABREU/PRINTRIO

Em um esforço concentrado, o Observatório ABC entregou às principais autoridades do país responsáveis pela gestão do Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e também da política climática brasileira, um documento com propostas para a revisão do Plano, que pela legislação deve acontecer neste ano. As propostas foram apresentadas, entre os dias 16 e 17 de junho, aos ministros Kátia Abreu (Agricultura), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos da Presidência) e Eduardo Braga (Minas e Energia), e à secretária executiva do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Emilia Ribeiro Curi, pelo ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios (GVAgro), da Fundação Getúlio Vargas, instituição que coordena o Observatório ABC.

Ao entregar o documento, em reuniões realizadas em São Paulo e Brasília, Rodrigues afirmou que “o Plano ABC é uma das coisas mais extraordinárias da história do agro brasileiro. Não é apenas um programa de produção, mas confere competitividade à nossa agropecuária e tem uma contribuição importante a dar para a redução das emissões de carbono e do efeito estufa”. Mas fez um apelo especial para seja feito o monitoramento dos resultados em termos de redução de emissões conseguidos pelo Programa ABC, linha de crédito voltada a financiar as tecnologias apoiadas pelo plano. “Sem o monitoramento não temos como mostrar que está dando certo e, com isso, comprometer a credibilidade do programa, que tem o potencial de ser um grande trunfo brasileiro na COP-21, em Paris”, reforçou a cada uma das autoridades.

Segundo o coordenador do GVAgro, o Programa ABC sozinho pode cumprir as metas voluntárias brasileiras de redução de emissões até 2020, na área da agricultura, assumidas pelo país na Conferência das Partes da Convenção do Clima de 2009, em Copenhague (COP-15). Falta, no entanto, o monitoramento dos resultados, que já está previsto no ABC, mas deve ser reforçado em sua revisão. Todos os ministros se comprometeram em analisar cuidadosamente as sugestões contidas no documento do Observatório e a dar andamento interno a ele.

Parte da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), o Plano ABC envolve todos os 17 ministérios responsáveis pela PNMC, mas é de responsabilidade direta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que devem proceder à sua revisão.

Elaboração das propostas

O Plano ABC foi oficialmente criado em 9 de outubro de 2013, por meio da Portaria Interministerial no 984, e, conforme previsto no Decreto no 7.390/2010, os planos setoriais da PNMC devem ser revisados em períodos regulares não superiores a dois anos, para manterem-se alinhados com as demandas da sociedade. Foi nesse sentido que o Observatório ABC preparou um documento com Propostas para Revisão do Plano ABC, submetidas à consulta pública, por meio eletrônico e reuniões presenciais em Belém, Cuiabá e Brasília, e recebeu contribuições de instituições envolvidas com a agenda da agricultura sustentável brasileira. “O ABC é um selo de qualidade do agro brasileiro, tanto por seu modelo de sustentabilidade em si, quanto do ponto de vista comercial e como bandeira para a COP-21. Por isso insistimos sobre a necessidade de revisão do documento, dada a necessidade legal”, diz Rodrigues.

O resultado plural do documento pode ser atestado pela adesão de 21 organizações à iniciativa: Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec); Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Agroícone; Amigos da Terra – Amazônia Brasileira; Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta); Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Federação Brasileira de Plantio Direto e Integração; Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp); Instituto Centro de Vida (ICV); Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS); Imaflora, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (ISA); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato); Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); Sociedade Rural Brasileira (SRB); The Nature Conservancy (TNC); União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única); e WWF-Brasil.

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Conforme o coordenador do GVAgro, “vamos agora manter um acompanhamento nas ações das autoridades quanto a esses desdobramentos. Enquanto Observatório, vamos também promover outras reuniões e encontros com governo e setor privado, com vistas ao aprimoramento do processo. Esperamos que a revisão seja feita antes da COP-21, principalmente em relação ao monitoramento, pois o Brasil precisa mostrar dados”, finalizou.

Em Brasília, Rodrigues também entregou o documento ao senador Ronaldo Caiado (DEM/GO), representante do setor do agronegócio, que informou que fará um pronunciamento sobre o documento no Senado, e ao deputado federal Marcos Montes (PSD/MG), que convidou Roberto Rodrigues para apresentar e debater o tema em reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária, presidida por ele.

As propostas estão disponíveis no site do Observatório ABC.

SENAR e instituições se mobilizam para impulsionar difusão de técnicas de agricultura de baixa emissão de carbono

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Projeto ABC Cerrado sensibiliza o produtor a investir com retorno econômico e meio ambiente preservado

A necessidade de alinhar ações e acelerar a difusão de técnicas de agricultura de baixa emissão de carbono reuniu diversas instituições que atuam na área no seminário “Transferência de tecnologias em rede de ILPF para o Estado de Goiás”, realizado na sede da Embrapa Arroz e Feijão, em Santo Antônio de Goiás (GO), nesta terça-feira (16/6). Participaram do encontro representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Embrapa, da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater-GO), da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seagro) e do Ministério da Agricultura.

O assessor técnico do Departamento de Educação Profissional e Promoção Social (DEPPS) do SENAR, Rafael Nascimento da Costa, explica que o evento pretende reunir as atividades e pesquisas que já estão sendo desenvolvidas para fomentar a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), com as metas previstas dentro do Projeto ABC Cerrado. Ele fez uma apresentação sobre a execução do projeto e as ações em parceria com outras instituições.

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“A ILPF junta várias técnicas de ABC dentro de uma única: recuperação de pastagens, plantio direto, florestas plantadas, etc. Estamos unindo esforços para melhorar a difusão dessas técnicas. Vamos promover 600 capacitações nas tecnologias previstas e, somente em Goiás, a nossa meta é formar 15 Unidades de Referência Tecnológica (URTs)”, ressalta.

O pesquisador da Embrapa Flávio Wruck acredita que as entidades devem “trabalhar de mãos dadas” para alavancar a ILPF em Goiás. Segundo ele, a ideia é juntar iniciativas que são afins – como o Projeto Rede de Transferência de Tecnologias em ILPF, da Embrapa, e o Projeto ABC Cerrado, do SENAR – para ampliar a atuação e otimizar recursos. Wruck aponta que as duas instituições poderão, por exemplo, realizar capacitações de técnicos, implantação e condução de URT’s e dias de campo em conjunto.

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“O SENAR tem uma rede de trabalho muito bem organizada dentro de Goiás, com nove regiões mapeadas, e contato com sindicatos rurais. Isso será um grande trunfo para difundirmos a ideia de ILPF pelo Estado todo. A Embrapa entrará com o conhecimento. Será uma simbiose. Quando duas entidades desse porte encabeçam as ações, fica mais fácil de atrair outras instituições”, avalia.

Para o representante do Mapa, Felipe de Carvalho Corrêa, além de apresentar o que cada instituição está fazendo, o seminário ajuda a evitar uma sobreposição desnecessária de ações. Ele lembra que o Plano ABC é uma iniciativa do Governo Federal e que a responsabilidade do Ministério é disseminar o programa, mas a execução das atividades cabe às entidades estaduais.

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“O SENAR está contribuindo através do Projeto ABC Cerrado. Pela expertise que a instituição tem, acredito que o projeto tem todas as condições de ter sucesso e isso será fundamental para que possamos alcançar a meta total do Plano”, destaca.

Fonte: Assessoria de Comunicação do SENAR

Sucessão e rotação de culturas: superação de desafios e aperfeiçoamento do processo produtivo do algodoeiro no sistema plantio direto

* Da Embrapa

Cotton boll stem (Gossypium) close-up

O sistema plantio direto (SPD) trouxe grandes benefícios ao Brasil, e é responsável por várias alterações de ordem física, química e biológica, que culminam na proteção do solo, no sequestro do carbono e na redução dos gases de efeito estufa. No entanto, alguns fatores limitantes surgiram com a evolução do SPD, principalmente quando o algodoeiro foi inserido no esquema de rotação de culturas.

Na cotonicultura brasileira ainda prevalece o sistema convencional de preparo e manejo do solo, por meio de aração e gradagem. A pequena participação do cultivo do algodoeiro em SPD está relacionada a problemas como a falta de interesse dos agricultores em utilizar espécies de cobertura em safrinha, por julgarem econômica e tecnicamente inviáveis; uso intensivo das áreas, que predispõe a ocorrência contínua de algumas pragas, doenças e fitonematoides comuns às culturas do sistema de produção; baixa eficiência dos processos de destruição dos restos culturais do algodoeiro sem o revolvimento do solo; falta de definição dos parâmetros de correção do perfil do solo em diferentes profundidades, quando culturas com características diferentes estão presentes e queda de produtividade após cinco anos do SPD, com o algodoeiro em sucessão ao milho cultivado de forma consorciada com Brachiaria ruziziensis.

O projeto objetiva aprimorar o SPD com o algodoeiro integrando esquemas de rotação com soja, milho, arroz, feijão, sorgo, entre outras culturas, com ações nas áreas de manejo e fertilidade do solo, nutrição das plantas, destruição dos restos culturais do algodoeiro, manejo de pragas, doenças e nematóides comuns às culturas ou ao sistema produtivo.

Os trabalhos serão desenvolvidos no Cerrado dos estados de Goiás, Mato Grosso, Bahia e Mato Grosso do Sul.

Entre os resultados, espera-se definir opções de rotação de culturas para viabilizar o cultivo do algodoeiro em sistemas de produção em safra e safrinha no Cerrado; selecionar espécies vegetais cultivadas em safrinha, de forma solteira ou consorciada, com fins de colheita e cobertura do solo para posterior semeadura direta; selecionar espécie de cobertura como estratégia de controle cultural do percevejo castanho e de nematóides no sistema de produção soja-algodão ou soja-milho-algodão; selecionar herbicidas e doses para o controle de plantas daninhas nas espécies de cobertura, e para o manejo de dessecação das espécies de cobertura e posterior semeadura direta; determinar a profundidade do solo para correção física e química, visando o cultivo do algodoeiro, soja e milho no SPD; estabelecer adubação em função do esquema de rotação de culturas; avaliar a eficiência de inoculantes para fixação biológica de nitrogênio no algodoeiro e espécies de cobertura; verificar a incidência do percevejo castanho, de coró, de nematoides e de mofo-branco em sistemas de produção com soja, milho e algodão, envolvendo esquemas de rotação de culturas e manejo do solo; avaliar o efeito de cobertura vegetal do solo em SPD e de cultivares de algodoeiro com diferentes tipos de folha na sobrevivência do mofo-branco e melhorar os processos de destruição mecânica dos restos culturais do algodoeiro para viabilização do SPD.
*Fonte: Embrapa
Unidade Lider: Embrapa Algodão
Lider do Projeto: ALEXANDRE CUNHA DE B FERREIRA
Contato: alexandre-cunha.ferreira@embrapa.br

Programa Agricultura de Baixo Carbono recebe R$ 153 milhões de MG em início de safra

O Programa ABC engloba as ações de tratamentos de dejetos de animais, florestas plantadas, fixação biológica de nitrogênio, sistema de plantio direto, integração lavoura, pecuária e floresta e recuperação de pastagens degradadas.

O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono), principal linha de crédito para o financiamento das ações do Plano da Agricultura de Baixa emissão de Carbono no Brasil, recebeu R$ 153 milhões de Minas Gerais nos três primeiros meses da safra agrícola 2014/2015.

O volume de recursos representa 3,4% do total previsto no Plano Agrícola e Pecuário da safra atual, que é de R$ 4,5 bilhões. O montante aplicado no estado mineiro registrou aumento de 52,5% do crédito negociado com o Banco do Brasil para ações do programa em relação ao mesmo período da safra anterior.

“Minas Gerais lidera o ranking dos estados que mais solicitaram recursos, desde a implantação do programa. E o quadro sinaliza boas perspectivas para novas adesões dos produtores”, disse o assessor técnico da Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Francisco Augusto Lara de Souza.

O Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba vêm se mantendo à frente entre as regiões agrícolas do estado que mais solicitaram recursos a partir da safra 2011/2012. De acordo com Souza, as duas regiões, na safra atual, captaram cerca de 38% de todo o recurso aplicado em Minas até outubro.

O expressivo aporte de recursos nessas regiões ocorre pela grande concentração de pecuaristas e agricultores que buscam a implantação de tecnologias de baixa emissão de carbono, visando melhorar a eficiência do sistema de produção.

“A recuperação de pastagens e o plantio de florestas destacam-se entre as ações mais beneficiadas com a aplicação dos recursos”, afirmou Souza. As regiões do Norte de Minas e Noroeste captaram 24% e 10%, respectivamente.

Fonte: Correio de Uberlândia.

Plano ABC ganha sistema de geoprocessamento

*Do Ministério da Agricultura

PROGRAMA ABCDesenvolvida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Mapa, o sistema de geoprocessamento vai auxiliar na espacialização da informação, mostrando em tempo real onde estão sendo aplicados os recursos do ABC.

“O sistema permite visualizar, por meio de mapas, as áreas onde o ABC está sendo implantado”, conta Sérgio Paganini, da Esalq, que junto com os técnicos Alberto Barreto e Rodrigo Maule, desenvolveram a ferramenta, sob a coordenação de Gerd Sparovek.

O geoproecessamento vai agilizar o acompanhamento da evolução do ABC, permitindo que o usuário tabule os dados por estado ou por linha do programa, além de geração de mapas que indicam como as diferentes regiões estão aplicando os recursos.

Para o secretário Caio Rocha, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC/Mapa), tecnologias como essa têm sido um dos diferenciais da agricultura brasileira. “Essa ferramenta vai modernizar o ABC, possibilitando a criação de um banco de dados que vai permitir um maior controle do programa”, afirma.

ABC
O programa é dividido em sete eixos – seis de adaptação ao processo de mudança climática e um de mitigação. O planejamento e adoção de tecnologias de produção sustentáveis envolvem a recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), sistemas agroflorestais (SAFs), sistema plantio direto (SPD), fixação biológica de nitrogênio (FBN), florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social
(61)3218-2205

Plano ABC ganha sistema de geoprocessamento

*Do Ministério da Agricultura

PROGRAMA ABCDesenvolvida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Mapa, o sistema de geoprocessamento vai auxiliar na espacialização da informação, mostrando em tempo real onde estão sendo aplicados os recursos do ABC.

“O sistema permite visualizar, por meio de mapas, as áreas onde o ABC está sendo implantado”, conta Sérgio Paganini, da Esalq, que junto com os técnicos Alberto Barreto e Rodrigo Maule, desenvolveram a ferramenta, sob a coordenação de Gerd Sparovek.

O geoproecessamento vai agilizar o acompanhamento da evolução do ABC, permitindo que o usuário tabule os dados por estado ou por linha do programa, além de geração de mapas que indicam como as diferentes regiões estão aplicando os recursos.

Para o secretário Caio Rocha, da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC/Mapa), tecnologias como essa têm sido um dos diferenciais da agricultura brasileira. “Essa ferramenta vai modernizar o ABC, possibilitando a criação de um banco de dados que vai permitir um maior controle do programa”, afirma.

ABC
O programa é dividido em sete eixos – seis de adaptação ao processo de mudança climática e um de mitigação. O planejamento e adoção de tecnologias de produção sustentáveis envolvem a recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), sistemas agroflorestais (SAFs), sistema plantio direto (SPD), fixação biológica de nitrogênio (FBN), florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas.

* Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Assessoria de Comunicação Social
(61)3218-2205